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terça-feira, dezembro 31, 2002
Ai...........
Murphy é um filho da puta!!!!!
Acabei de escrever um posting mega-grande, e perdi TUDO!!!!
RAIVAAAAAAAAA!!!!!
RAFA @ 09:50 tic-tac-tic-tac
segunda-feira, dezembro 30, 2002
Finalmente, cá estou eu, em casa. Domingo, 29 de dezembro, 22 e poucas horas.
O que dizer? Como falei no telefone com a Pretinha agora há pouco, é simplesmente muita informação para processar. Foram duas semanas de louco, tanta coisa nova e diferente, tantos sentimentos contraditórios e confusos, ao mesmo tempo um senso de empolgação e outro de decepção tão fortes que quase explodem. Dramático? Pois é. That's me. Enjoy it...
Saí de casa dia 12, quinta-feira, de noite. O ônibus da UnB chegou lá em São Paulo por volta das 3 da tarde, e aí aquelas coisinhas básicas... se instalar, tirar o terninho e se preparar para a opening ceremony. O MONU foi bem legal, tirando aquelas coisinhas de sempre: not academically brilliant, algumas pessoinhas (muito) bizarras, mas enfim, muito legal. Realmente me surpreendeu, porque eu estava esperando o próprio samba do crioulo doido, tipo foi o MONU do ano passado.
A primeira balada foi lá na casa da avó do Ge(ne)raldo, bastante produtiva, eu diria... Gente nova, novas amizades, é, eu tava animado. Lá consegui finalmente acertar os ponteiros com a Dani, or at least I thought I had, mas isso é ooooooutra história... Enfim, very good indeed.
A cena do MONU: saindo da balada do Mondo, às 5:45 da manhã, apenas uma meia dúzia de pessoas resistindo na boate, assistindo a uma cena ao mesmo tempo bizarra, divertida e histórica. João Marcelo e Fernanda, num verdadeiro duelo de opiniões. De um lado, a política nua e crua, o ultra-realismo mascarado do JM, e do outro, a filosofia jurídica, a fundamentação do ideal, da Fê. Olha, essa cena pra mim pagou a minha ida à SP. Fernanda ganhou agora um fã incondicional: eu mesmo... Gentem, eu vou ser é pupilo dela, só pode! She said just everything I wanted to say, but I never could, due to lack of preparation, time, and patience. Pra vcs verem o nível da conversa, eles foram de Wittgenstein à Escolástica, passando pela Suma Teológica... Podem imaginar? E na volta, o JM ainda me perguntou o que eu achava. Eu repondi "meu amigo, às 6 da manhã e depois da balada, eu não acho é nada..." Abalou!!!
E o MONU went out just fine. Nada mal para meu último modelo como delegado (e agora é sério...) , acabamos uma sessão mais cedo, então aproveitei e fui em todos os comitês fazer a social. Awarding ceremony, mais uma menção honrosa, e pessoas mui passadas por eu ter ficado com a diretora na noite anterior... I still don't know what to think, but I really couldn't care less for what people think about awards. Enfim, um fim tranquilo para minha Model UN career... e no quesito pessoal, um placar muito mais do que favorável, if you know what I mean... Goleada, at last!
Um revés pesadaço: estava certo que a minha mudança de curso sairia este semestre. Mas... não abriu vaga! Isso mesmo, o REL não abriu vaga de transferência e agora eu estou numa sinuca de bico. Entrarei "em condição" semestre que vem, for sure, e não sei o que vai acontecer. A opção vestiba vai ficando mais próxima, e eu cada vez mais assustado. Enfim...
Fiquei mais 3 dias em Sampa, e aí, uns programinhas básicos: passei meu aniversário roaming alone pelo Ibirapuera, pensando na vida. Foi bem produtivo. Depois, umas baladinhas com a galera de Sampa, a Fê, Ju, e Dani. Minha última noite lá foi algo de esquisita, muitas atitudes confusas... eu simplesmente não sabia o que fazer. Juro a vcs que teve uma hora que olhei para o céu e perguntei: "what now?". E agora, o que eu faço? A resposta veio soft and swift. Uma vozinha lá dentro me dizia "Please don't worry about a thing, cos every little thing is gonna be alright... não pense nisso agora, apenas siga o vento. "
E eu, marujo velho, mandei içar as velas ao máximo. E elas me levaram a Porto Alegre.
*******
Não haviam mais passagens para PoA quando fui comprar lá na Rodô de SP. Também não tinha para BsB. O que isso significaria? Ficaria mais 3 ou 4 dias na casa da Adiane antes de embarcar para qq lugar, o que era francamente um absurdo, já que eu já estava lá fazia quase uma semana. era abusar demais da paciência da coitada.
Parecia uma sinuca de bico. Nessa hora fiz as contas e constatei: não tenho dinheiro para uma semana em Porto Alegre. Na verdade não tinha dinheiro para porra nenhuma. All I knew was that I had to buy a ticket, to anywhere at all. E tinha que ser naquele curto espaço de um ou dois dias no máximo. Nessa hora bateu o desespero, e pensei seriamente em cancelar todos os meus planos de Porto Alegre. A viagem não ia sair.
Mas aí, olhando para uma placa, lembrei que a caloura Bia tinha me dado o número dela de Criciúma, e pensei em fazer uma ponte por lá. Liguei para ela, sondei a possibilidade e.... Bingo! A little more than 24 hours later, lá estava eu no busão, heading south to Criciúma, bound to Porto Alegre.
Loucura? Acho que não. Acho que foi aquela estrela que só os viajantes têm. Mas minha situação não tava nada easy. Não tinha noção quanto dinheiro ainda restava na conta, nem se iria ter reforço, e quantos dias poderia passar em PoA. Com um agravante: a Geisa ia para a formatura do pessoal lá em Santo Ângelo, e só iria chegar em PoA 24 horas depois de mim.
De SP a Criciúma, tranquilidade total. Noite, ônibus leito, energias renovadas. A ponte com a Bia funcionou que foi uma beleza; tive tempo apenas de almoçar com ela num shopping lá em Cri, e embarcar just in time para PoA. No ônibus para Porto Alegre, me liga a Geisa: o carro dela tinha quebrado no meio do caminho para Sto. Ângelo, e ela tinha officially given up from going to the prom. Ela então estaria lá para me receber.
Cheguei em PoA num nojo só. Tenho que aprender que viagens longas de bus são realmente repugnantes... mas se não fosse difícil, onde estaria a fun disso tudo? (Me peguei pensando nisso várias vezes nos dias seguintes...). Mal tomei banho, já fui com a Geisa e a Bi lá na Casa de Cultura Mário Quintana, ver o filme "Edifício Master". Eu tava novinho em folha, tinha dormido no bus, tava animado pra night. Comemos um Xis no Cavanhas da Lima e Silva depois, e por último, balada du róque na Dr. Jekyll. Muito legal lá, só róque das antigas, com músicas que fizeram a trilha sonora dessa viagem, como "Back on the Chain Gang" do Pretenders, e "Roam" do The B-52's (aliás, A MÚSICA desta viagem). Porto Alegre tem uma aura de rock muito legal, muitas bandas massas, uma coisa que BsB já perdeu. Balada massa mas curta, a Bi estava cansada e fomos embora cedo. E esse foi meu sábado, dia 21 de dezembro.
Domingo 22. Acordamos e fomos ao tradicional Brique da Redenção, só umas 3 quadras da casa da Gê, na Lopo Gonçalves. Tinha que resolver logo quantos dias iria passar lá, então me apressei em ver quanto dinheiro eu tinha na conta. Como se diz por lá, "nos bandeamos" para a Rodô, e constatei: eu não tinha quase nada, tipo, imaginem o suficiente para passar mais um dia apertado e voltar para casa. I had to call mom, e ela me depositou unzinho no dia seguinte. Bronca tomada por telefone, passagem comprada com estimativas mais que otimistas (comprei para a sexta, último bus que poderia tomar se quisesse chegar em bsb a tempo de trabalhar segunda), voltamos para casa. Demos mais uma volta no parque antes, onde eu e a Geisa tivemos uma "conversinha"... nada agradável para mim, mas que eu de certa forma já estava devendo a ela. Scary at first, weird at last, and a sense of regret in the air, do tipo "vc acabou de fazer a merda da sua vida, you freak..." Mas enfim, entre mortos e feridos, chegamos em casa, e liguei para a Caju. Ela estava em PoA tbem, na casa de um amigo, e iria embora no dia seguinte. Marquei de tomar um chope com ela no Tropical da Goethe, eu ela e a Ge. E para lá fomos. Chope, Xis, batatas, despedidas, Boas Festas e até ano que vem. Caminha.
Segunda, 23. A Gê tinha que resolver coisas do office dela, e me carregou junto. Tentamos ir ao museu da PUC, mas estava fechado. Acabei conhecendo o escritório dela, e o outro lado da cidade, and the people who work with her. Nesse dia realmente vi que o sistema de transporte público em PoA funciona bem para caralho, coisa muito bem executada. Na volta, passamos no Nova Olaria, e que lugar muito massa!!! Como vcs devem imaginar, era uma antiga fábrica de tijolos na Lima e Silva, que estava abandonada mas que foi recuperada por arquitetos e engenheiros para se tornar um entertainment centre, com uns cafés, barzinhos, bancas de revista, cabeleireiro, uma CD-shop muito maneira, e um cinema. Vimos "Cidade de Deus", que para mim foi o filme deste ano, ocupando o lugar de "Amores Perros" de 2001. Ainda meio passado do filme, fomos para o Praia de Belas shopping, ver algumas coisinhas. Queria comprar uma máquina fotográfica dessas descartáveis para mim, mas não deu. Depois de uma good browse na Saraiva megastore, onde vi o livro de DIP do meu querido tio Del'Olmo De Sto. Angelo sendo vendido (Lindo!) a Geisa comprou um perfume. Esse foi o melhor dia para a cabeça, onde realmente rolou aquela velha química rafa-gê de papos e ararás... Fomos para casa, para descansar at last.
Terça 24. Dia cheio, e de caminhadas. Começamos pelo Estádio Olímpico Monumental, praça-forte do Campeão do Mundo, o Grêmio de Fott-ball Porto-Alegrense. Fotos. A little walk in the rain, rumo ao bairro Menino Deus, onde subimos no morro Santa Tereza (acho que é esse o nome... é aquele das torres de TV) onde tem um mirante (ou belvedere, as I've learned). No caminho, um Xis delicioso num lugar, Arvorezinha eu acho, padoca responsa. Tiramos algumas fotos da cidade lá do mirante, um clima pra lá de romântico, mas pelo jeito só pra mim mesmo, não rolou nuthin' lá em cima. (Somebody's gonna kill me when she reads it...). Mais tarde, festa de Natal na casa do tio Luís, cara muito sangue-bom. Eu tava num clima péssimo, Natal never meant much to me, e algumas lembranças de Sto. Ângelo resolveram me atormentar no dia. Acho que foi aí que começou meu surto "maniac-sentimentalist-dependant" porto-alegrense. Sério mesmo, I was expecting Bosnia daquela ceia de Natal. Mas no final das contas, a festa foi bem bacana. Bem típica, pra começar: música gauchesca e chima. Ganhei uns bilhetes de loteria, e um pacote de erva-mate, very funny indeed. Voltamos para casa, para nos preparar para a balada do ano...
Essa merece um parágrafo à parte. Que o Opinião é o melhor bar que eu já fui na minha vida, isso é um fato. Que Bob Dylan, Eric Clapton, Mark Knopfler e outros deuses escolhem aquele lugar sempre que querem baixar do Olimpo, isso também todo mundo já sabe. Mas ninguém podia me preparar pra balada que iria se seguir. 25 paus, ceva, água e refri liberados a noite toda, duas bandas del carajo, uma de róque-cover e a outra de samba-rock-funkeado muuuuito massas, e a mulherada que só dá em PoA. Liguei até pro Leandro de tanta empolgação: era impressionante a quantidade de mulher bonita, dava pra contar numa mão as que eu NÃO pegava, isso já contando minhas não poucas exigências... Eu lá, testosterona à flor da pele e umas cervejas a mais na cara, não resisti: sambei que nem gringo novo no morro da Mangueira. Me diverti tanto que nem liguei quando uma loira desalmada, depois de umas 5 ou 6 músicas agarradinhos, não quis me dar um beijo... E essa foi a balada do ano, melhor inclusive que a de Bê-Agá no Mundial, em Março (acreditem!). E mais: sem beijo na boca. Se tivesse rolado beijo então, quem sabe essa não teria sido a da década! (se tivesse rolado foda então, ia ser a do século!!! E por aí vai, nunca se sabe onde se vai parar, né?...). Fim de brincadeira, 6:30 da manhà e sol já meio alto, fomos eu e Geisa nos arrastando dois quarteirões para casa, simplesmente trêbados, nos questionando porque o ser humano faz isso com ele mesmo. E lá fui eu, cheio de abordagens antropológicas-culturalistas, contra qualquer Rousseau que me aparecesse pela frente, sem a menor noção do que estava falando. E com a testosterona a mil por hora!
Quarta: seqüelados total depois da balada, fomos para um churrasco de dia de Natal na casa do tio Luís. Almoço legal, papos nota dez, coisa típica mesmo. Adorei o tal do tio Luís, cara muito pra frente, genuinamente sangue-bom. No feriado, passe livre nos ônibus (gostei muito dessa...) e back home, preparamos um chimarrão, e fomos tomar na Redenção. eu ela e Guilherme. Parque lotadaço! Sério, nunca vi parque lotado assim, nem na Europa. Realmente, PoA tem qualidade de vida. Teve direito até a gay couple enjoying themselves in the grass... Uma cidade tolerante, na medida do possível. Dava para ouvir os comentários preconceituosos, mas ninguém fez nada. No quesito gay-friendly, not a bad mark, but not good either. Noite sem baladas, só sorvete... e mais um ataque de "you-know-what-I-mean".
Quinta, outro dia cheio. fomos ao centrão dar umas bandas. Começamos pelo Mercado Público Municipal, passeio legal, regado a iced tea, cigas, conversas, e mais uma sessão de amazing friend chemistry rafa-gê. De lá, rumo à Rua da Praia, e ao Memorial do Rio Grande do Sul. Esse foi o momento academic da viagem, deu pra rever tudo que aprendi ao longo de tanto tempo morando por essas bandas. A história deste lugar é realmente fantástica. Mico: ver figuras tão legais, como Noam Chomsky e Boaventura Sousa Santos, ao lado de freaks como José Bové, Stédile e Guevara, no memorial do Fórum Social Mundial, para mim algo do caralho, mas que tinha que selecionar melhor as pessoas. Adoro a esquerda inteligente, e sinto que PoA pode ser o centro mundial dela, é só querer... Do lado, o MARGS, Museu de Arte de RS, nada de especial e nenhuma mostra específica. De lá fomos para o cisne branco, um passeio de barco de uma hora nas águas do Guaíba, muito legal. No caminho, fiquei meio 'toda-toda' e acabei falando o que não devia, meio na empolgação da balada 'entra amigas' que teríamos depois no Ocidente. Como diria o velho Shakes, "Da verdade só deve subsistir o mínimo necessário para o convívio social"... sábio bardo de Stratford. Enfim, o passeio foi algo de contemplativo, alguns papos esquisitos de minha parte, e nada mais. Na volta, caminhada pelo centro, com direito à paradinha lá na Usina do Gasômetro for some breeze and a coconut, e por fim, volta para casa pela ensolarada rambla do parque Marinha do Brasil.
Balada de quinta: Queríamos ir lá no Ocidente, na Osvaldo Aranha, a.k.a. rua dos maaaaaalas de PoA. Passamos para pegar a Ju some blocks away, e fomos caminhando. Realmente, só malas na rua, até me ofereceram coca, mas nada lá that dangerous. Ocidente fechado, destinações secundárias também, sem grana para ir ao Barbazul ou para o Dado, acabamos quebrando para um barzinho lá na Lima e Silva mesmo, o Insano. E lá, o ensinamento número 1 de Porto Alegre: Cerveja Polar é o que há! Mais um gin-tonica e eu já tava em ponto de bala. Conversa vai, conversa vem, mais uma noite de amazing chemistry, e voltamos para casa. E lá, the moment we were all waiting for... mas em respeito, não vou contar nada. Apenas conto para você, my dearest diary, que foram os cinco minutos mais esperados e bem aproveitados deste ano. A primeira vez que eu consigo realizar o #1 de minha wishlist, ever. Well, maybe God looked at me that night. Uma cena que eu ainda vou levar na cabeça por algum tempo, my little devil...
Dormi o sono dos vencedores, esperando o último e derradeiro dia. Muitas, mas muitas falhas de comunicação nesse dia, o que me deixava meio (ou muito) agoniado. Pedimos um xis no Cavanhas as a last meal in town, arrumamos as malas e esperamos as horas passarem. A despedida veio sui generis, meio aos trancos e barrancos, de duas pessoas que estavam falando línguas diferentes e sem conseguir se entender, mas ainda fingindo o entendimento para acabar tudo bem. Ela foi para a praia, encontrar com a Bi, e eu ainda teria algumas horas pela frente. Graças a Deus, não tive muito tempo para remoer esse momento não. Estava até meio frail, mas a correria das últimas coisas para acertar da viagem me entretiveram o suficiente para não pensar em nada. Fui ao Praia de Belas comprar algumas cositas, comer, sacar dinheiro, revelar fotos... Na correria, nem me despedi dos pais da Ge.
Meu ônibus saiu de Porto Alegre junto com o sol no Guaíba. Nada mais justo, cheguei aqui hoje com o alvorecer no Planalto. Life goes on, my friends... Cheguei em casa, tomei um banho, chequei meus quase 300 emails acumulados, e comecei a resolver as milhares de coisas que ficaram pendentes destas duas semanas. E aí, a pergunta inevitável: será que valeu a pena? A resposta? Acho que sim. E porque? Sinceramente NÃO SEI. Há coisas que só o destino pode explicar. Não sei se deveria ter ido ou não, mas o fato é que fui, vi, fiz e falei, and there are no regrets for that. Life is not a big rehearsal! Tudo o que sei é que saí de Brasília cheio de certezas sobre minha vida and my latest developments, e agora de novo tenho dúvidas, e devo dizer, muito saudáveis! Terei o que pensar sobre neste mês, se o AMUN e a Jessup me deixarem. Mas por enquanto, dá um tempo malandro, que amanhã é dia de branco.
Para acabar este posting, outra de meu favorito, Fernando Pessoa. Ele, como Shakes, entendia desse babado forte que é a vida. Vou ficar devendo o título.
"Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!"
Fernando Pessoa
(Bravissimo!)
Luv,
RAFA
RAFA @ 01:13 tic-tac-tic-tac
terça-feira, dezembro 24, 2002
É minha gente... ESTOU VIVO!
Sei que faz muito tempo que não escrevo nada aqui...mas é que ultimamente meu acesso à internet está mais que precário.
Muito a escrever, pouquíssimo tempo... vamos lá.
Passei uma semana em Sampa, e agora estou em Porto Alegre. SP foi legal, fui para o MONU e fiquei 3 dias "extras" lá. Programinhas básicos: passei meu aniversário lá, caminhando pelo Ibirapuera e pensando na vida, fui em uns barzinhos muito massas por lá, inclusive o tal do Original em Moema, um dos melhores chopes que eu já tomei.
Cheguei em Porto Alegre sábado, depois de uma escala rápida em Criciúma. Cara, vou ter que sentar mais tarde para fazer uma reconstituição dos últimos dias, simplesmente muita informação para assimilar. Domingo tomei um chope de noite com a Caju, que também estava por aqui, e a Gê. (hehehehehh morram de inveja cuecas de plantão!). Já vi dois filmes, "Edifício Master" lá na Casa de Cultura Mário Quintana, e "Cidade de Deus" ontem lá na Nova Olaria (aliás, que lugar!!). Hoje, festa de natal lá no Opinião. 25 paus, ceva liberada.... e ainda pertinho de casa.... pra voltar se arrastando!!!
Aliás, se me permitem o comentário: A balada dessa cidade é simplesmente fantástica! God save Porto Alegre (and its people!!!)
Enfim galera....depois vou pegar um papelzinho e fazer a reconstituição desses últimos dias, do MONU até agora. Stay tuned!!!
Cheers!!!!!!
RAFA @ 13:36 tic-tac-tic-tac
quinta-feira, dezembro 12, 2002
Acabei de voltar do almoço-reunião do Jessup com o Garcia. Só tenho uma coisa a dizer: "vontade de potência"...
É sério: quatro cabeças comprometidas podem tocar um projeto sozinhas. Nesse caso, eu, J.D., Robson e o Garcia. Hoje nós assumimos perante todos o compromisso de carregar o piano até fevereiro. Nada agradável, mas sei que seremos reconhecidos pelo esforço.
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As coisas seriam tão mais fáceis para mim se eu tivesse só um pouco mais de grana... veja só: eu poderia estar de volta para a festa do CEDI-PNUD quarta-feira lá no Blue Tree. E depois, ia quebrar direto para PoA.
Mas na verdade não é por isso que eu falei isso. O fato é que a ascensão social é algo realmente difícil. É só ver o quanto ganham esses caras já bem-nascidos, que conhecem todo mundo e frequentam todas as festas "oficiais" (não vou falar "baladas", vou passar 5 dias agora ouvindo aquela gente que fala cantando...).
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Galera, meu dia começou cedo hoje, e está MUITO corrido. Não terei tempo para respirar até as 22:30, hora marcada para o ônibus sair da UnB. E ainda paira a possibilidade de me chamarem lá em cima!!! Eu posso não ir! That´s so scary! Parece mesmo que eu estou fazendo algo proibido, sei lá...heheheh
Enfim, saio daqui do trabalho logo mais, às 18. Vou para casa no bus do MD, separo as coisas para a mala e espero minha mãe chegar com o carro. Pego o carro com ela, e vou para a UnB ensinar para o meu irmão como se faz para levar a papelada da mudança de curso semana que vem, e também para ver se ainda tá rolando a promoção do celular da TIM (só 110 paus! Putz, nessa eu acho que vou abrir a mão....). Volto, faço as malas, imprimo o que tiver que imprimir, volto à UnB para deixar as malas, e vejo se dá tempo de ir na Embaixada tomar uma cerveja para dar sorte (dessa vez, SEM LEVAR AS LATINHAS! hahahahahhahahahha). Daí, ônibus e SP... cansa até de escrever. De fazer então vai ser uma loucura! Acho que vou dormir que nem uma pedra hoje no ônibus....
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Galera, se não der para me despedir de vocês ainda hoje, take care... Bom Natal para vocês.
Dan-Dan e Le-Le: Combinemos para a volta uma sessão de degustação de puras, para avaliar o "income" de fim de ano (particularmente o do Dan-Dan....putzgrila!). Caso queiram fazer alguma sessão sem a minha presença, sintam-se à vontade... Estarei com os srs. em espírito.
À amizade... essa sim, manifestação concreta da eternidade divina.
Leh Hayim!!!
RAFA @ 14:15 tic-tac-tic-tac
quarta-feira, dezembro 11, 2002
Acabei de ler o obituário do mestre John Rawls no Economist... realmente uma pena.
Quem ainda não leu "Law of Peoples" que o faça esse fim de ano, nem que seja para homenagear. É ideal para quem anda com o idealismo em baixa. Afinal, fazer um mundo melhor não é tarefa para unprepared people.
Mandei para o pessoal da lista DIP-UnB... tomara que aproveitem por lá.
A essas horas ele deve estar "batendo um papinho" com Sir Isaiah Berlin....
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Aliás, falando no Berlin...I´m feeling really jewish these days... Descobri um site ótimo sobre judaísmo... www.kehilah.net
Acreditam que eu achava que o Chanukah era só semana que vem? Putz, eu ando realmente ocupado mesmo...
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Pois é. Foi melhor daquele jeito mesmo. Vi hoje.
Não é justo para ninguém continuar com erros. Sabia que alguma coisa tinha que ser feita. Afinal eu mesmo me prometi que não seria uma A... na vida de ninguém. Eu sou diferente. I understand people´s pain, because I suffered myself.
Meu dilema era apenas se a minha decisão seria ex nunc ou ex tunc. Não queria ter tomado essa decisão, mas acabou acontecendo... e ficou provado hoje que foi melhor assim mesmo. EX TUNC. Eu nunca existi, e não produzi efeitos de qualquer natureza. Não é mais fácil, mas é melhor pra todo mundo. Não faço parte do passado, do presente ou do futuro.
Sei o quanto é foda ver suas expectativas frustradas, e como é ruim frustrar pessoas que você gosta. Acreditem, eu sei o que é isso. Mas once the decision is taken, you must go to the end. No começo, sei que essa pessoa me odiará, como odeia agora. Mas quem sabe depois esse sentimento não se transforme em indiferença? Quem sabe um dia a gente ainda se fale? Não sei. I´d be glad if that happened. Mas se não rolar, sei que não foi culpa minha, nem de ninguém. O destino realmente prega umas peças fodas na gente.
Relacionamentos humanos são complicados por natureza. E o que eu digo é o seguinte: quando a coisa toda começa a fazer mal, corte. Brusco? Sim. Mas compensa. Muitas das minhas melhores amizades hoje surgiram de cortes bruscos, como o Dan-Dan e a Pretinha. Aliás, os dois são foda...
O que acontece? Você vê que, sem querer, está sendo um estorvo na vida da pessoa. Impedindo seu avanço. Um muro no caminho. A atitude sensata é sair do caminho, and hope for the best.
If you ever read this, good luck in your life. I hope I wasn´t such a pain in the arse.
I wish you all the best. Forget me for good.
RAFA @ 13:52 tic-tac-tic-tac
terça-feira, dezembro 10, 2002
"If you want it, you can have it
But you've got to learn to reach out there and grab it"
Weezer - "Photograph"
A citação mais besta, né? Mas às vezes tem que ser dita. Essa aí vai para você que me escreveu ontem, que está aprendendo a se abrir... Keep going! Não desanime! Todo mundo tem dúvidas, e sim, todo mundo tem direito a ficar deprê de vez em quando (só não torne disso um costume, que é perigoso...). Espero que você tenha gostado da resposta que eu te mandei.
Learn how to reach out and grab what you like, and learn to say "fuck off" in the right time, to the right people...
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Quase tudo certo pra SP. Quer dizer, se me chamarem lá no oitavo andar, eu não vou. Já decidi. Se não me chamarem lá para conversar até quinta-feira, eu vou. Se não... teremos de arrumar um parceiro para a Marina.
Ei ei! Alguém aí inventa uma máquina que me faça estar presente em dois lugares ao mesmo tempo?
RAFA @ 14:07 tic-tac-tic-tac
domingo, dezembro 08, 2002
Levei o bolo histórico agora à tarde. Merda.
Bem, como não tem tempo perdido, a gente aproveita. Tem coisa pra caramba pra adiantar, já que vou pra SP na quinta e só volto a BSB depois do natal. Trabalhemos, entonces.
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Ouvindo Nirvana. Cara, Kurt Cobain realmente era foda.
Não há banda para mim mais imbuída desse senso de "revelação divina/diabólica" do que o Nirvana. É como dizia Dante Alighieri, em sua Divina Comédia: algumas formas de arte têm por ofício despertar a Besta que há em todo ser humano. "Rape me" é um clássico nesse sentido. "Lithium" também.
Enfim, acredito mesmo que a coisa mais diabólica sobre a heroína é que ela desperta o que há de pior na natureza humana, porque dopa o ego e revela a face mais bestial (I mean não-sexual) do id. Adão e Eva descobriram o pecado, mas só Caim teve contato direto com a Besta que há no ser humano, a tal sede de sangue. Tanto que matou o próprio irmão.
Acho que Kurt também viu a Besta de perto. Olhou nos olhos dela. E humano que era, shot himself.
Despertai a Besta. Só para depois, como diria Fito Paez, "sacarte el diablo de tu corazón". Não tenho certeza, mas talvez seja justamente a superação frente à Besta que trará a divindade aos mortais.
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RAFA @ 16:45 tic-tac-tic-tac
Post da insônia.
Aliás, vou começar a dar nomes aos posts. Adoro bolar títulos!
CIRCLE
Bem galera, o que dizer? meus fins de semana andam bem ocupados. Ontem a noite, amigo-secreto na casa do meu chefe. Sim, ele foi pro Rio. Não, ele não me levou. Sim, ele tem uma casa muito massa. Sim, o jantar estava uma delícia. E sim, a turma tá pagando um violento pra mim.
Só que o esquema do amigo-secreto foi tosco, eu diria. Era desses de sortear na hora quem vc iria sortear. Só que tinha um sistema que as pessoas podiam ir trocando os presentes, sei lá, uma confusão. A faixa de preço? Dez pau, então beeeem friendly. Mas quando vira zona...
Eu explico: decidi ser mais generoso e comprar um presente acima de 10 reais. 13,70 pra ser mais exato. Era um livro de piadas do Casseta, já que naquela seção só tem louco mesmo. Só que não foi o que tava rolando. A turma passou na lojinha de 1,99 mesmo! aí o que rola? Ganho um CD do Cazuza, e tava louco de satisfeito. Só que por causa do sistema de rodízio de escolhas, eu acabei tendo de trocar o CD por...um porta-retrato de 1,99! Cara, eu nem uso essas coisas! Porta-retrato pra mim é inutilidade doméstica. Foda.
Conclusão: Fiquei com um presente que não gostei e não vou usar, e com 11 legais de prejuízo relativo. Nem sei porque fiquei tão ofendido. Acho que foi pq vi que eu fui o único que dei presente acima do valor. Pq a maioria passou na feirinha do Setor Comercial Sul pra comprar o presente... Ah, sabe do que? Fuck it! Botei no porta-retrato uma foto minha de Paris, ao lado da pirâmide do Louvre, de óculos escuros no solão do verão, e na minha pose "triunfante" segundo a minha mãe. Ha ha ha. Tá em cima da minha mesinha agora, looking at me. Eu sou um nojento mesmo, né? Mas eu não to nem aí! Ha ha ha.
Hoje foi a vez da festa do AMUN na casa do pessoinha Nasser. Tirando que a casa é quase em Goiânia, de resto foi bom. Tivemos reunião antes, looooonga... mas bem produtiva. Trocamos figurinhas até demais. Enfim, happy faces, pizzas, chocolates, papéis - muitos papéis - e um certo ar de tá-todo-mundo-de-lua-de-mel-com-todo-mundo.
E isso é muito por causa do amigo-secreto. Cara, pareceu muita MARMELADA! A Bárbara tirou o irmão, a Marina tirou o Luizinho, Maria Carla tirou o Renato, que me tirou.... Enfim, se fosse arranjado, não pareceria tanta marmelada. o fato é que tirando raras exceções. todo mundo tirou alguma pessoa que tinha muito a ver. Eu tirei a Flavi, pessoa que eu a-do-ro. Dei um colarzinho pra ela, a cara dela, delicadinha. E ganhei um CD do Travis, o "Invisible Band", do Renats. Travis é a cara do Renato, essa coisa de "homens gentis", não acham? Monsieur Mariani é uma figura. Ele chegou bem estressado até, tava meio alterado durante a reunião, mas depois ele se soltou, tanto que acabou ficando por aqueles lados. Enfim, not my concept of fun, but very pleasant anyways.
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You'll realise one day.......
that the grass is always greener on the other side
the neighbour's got a new car that you wanna drive
and when the time is running out you wanna stay alive
we all live under the same sky
we all will live, we all will die
there is no wrong, there is no right
the circle only has one side.
Travis - "Side"
Essa foi uma feliz coincidência. Estava pensando o como Travis para mim foi um termômetro das coisas. Em Londres eu adorava as coisinhas bobinhas à la Supergrass, tipo "tied to the nineties", muito porque meu clima lá era de bobo alegre. Depois, Travis se tornou a minha trilha sonora depressiva favorita, daquelas de se trancar no quarto pra ouvir (meu quarto não tem tranca, mas enfim, vcs entenderam...). A música que embalou minha ida para o Cone Sul em Floripa ano passado foi "why does it always rain on me?", para vocês terem uma idéia. E sim, essa viagem foi o início do fundo do poço. EU TAVA MAL.
Um ano depois, 8 de dezembro. O que eu acho? Acho que completei o ciclo. Por isso o título do post. Finalmente, full circle. Tudo na vida vai e volta, é o que dizem. Hoje, me sinto exatamente como o último verso da música aí de cima: nem mal, nem bem, mas de maneira nenhuma indiferente ou apático. There is no wrong, there is no right. Estou em equilíbrio, eu diria. Um equílibrio dinâmico, com mil coisas pra fazer, mas ainda sim. Resolvi nortear minha vida de acordo com meus princípios tradicionais, ao mesmo tempo que decidi revisá-los todos. Respeito, serenidade, sinceridade, reciprocidade. E deu certo.
Há problemas, é claro. Ainda tenho problemas in speaking my mind. Mas ao mesmo tempo, percebo que ninguém precisa ficar sabendo mesmo... (com exceção de alguns amigos especiais ou nem tão especiais assim). Ainda ganho pouco para satisfazer minhas vontades. Minhas relações em casa melhoraram bastante, mas não há porque comemorar ainda. E ainda sem relacionamento fixo; é foda ficar preso no casual, mesmo que ele (agora) seja mais ou menos freqüente.
Fiz meu balanço de ano no rosh hashanah, e vou começar a fazer outro agora. A situação mudou bastante em três meses. Três meses longos demais, eu diria, mas acima de tudo, bravely endured. Me lembro do quanto a coisa toda estava fresquinha quando do yom kippur. Minha opinião? This person is slowly fading for me, vanishing in the air. E não guardo nenhum ressentimento nem mágoa, não mesmo! Mas tenho que dizer que hoje sinto que, para mim, this person is not even there. I mean, é como se não existisse mais. Invisível. Olhei nos olhos dela rapidamente hoje, só para acknowledge the presence, e só. And it's all about principles. Respeito-a muito, e respeitarei forever até que me dê motivos para tacá-la na fogueira, o que não acho que vá acontecer. E é por isso que presto minhas honras, nem que seja por meio de um olhar rápido. Mas os outros princípios, a sinceridade e a reciprocidade, falam alto no meu processo inconsciente de construção de postura. E fazem com que a presença dela seja irrelevante. Irrelevante, aliás, é a palavra perfeita.
Nas últimas semanas pude ver de novo o quanto uma pessoa deprimida pode ir way off limits, e como a cortada geral é, em alguns contextos, a melhor coisa que você pode fazer pela pessoa. Para aqueles que me aturaram nesses dias tão negros, obrigado pela paciência e desculpe se causei algum mal. Para aqueles que se aproveitaram do meu estado para ganhar em cima, sorry to say mates, you failed completely, e como ficou provado, vocês não conseguiram nada do que queriam.
Para a pessoa que lavou as mãos para mim quando eu mais precisava: as coisas deram certo, graças ao comandante supremo lá de cima. Ou por causa da astúcia da razão, sei lá. Mas deep inside você sabe que não foi por sua causa. Sua omissão significou para mim uma mudança no meu modo de ver as coisas. Foi um despertar de consciência para o perigo da racionalidade e da frieza humana. Mas não, não tenho a menor mágoa de você. Faço meus mais sinceros votos para que um dia você realmente entenda tudo o que aconteceu. Tomara que você nunca tenha que passar por aquilo que eu passei, to be stripped away from your dignity. Mas tenho a certeza que será impossível para você ver a big picture das coisas sem antes revisar totalmente o seu "paradigma" de ação. Creio que só um fato desses da vida, forte ou trágico, é que vai te fazer balançar o suficiente pra fazer você ver a verdade. Mas creio também que estarei muito longe quando isso acontecer. Despertar é um processo muito foda, pode crer. Lembra dos casulos da Matrix?
Daylight fading...
Full circle.
Justo agora, com o dia amanhecendo. Bem, vou dormir agora. Amanhã tem reunião no CEDI. See ya.
RAFA @ 05:11 tic-tac-tic-tac
sexta-feira, dezembro 06, 2002
A revista Mojo desse mês traz uma reportagem com um ranking das 20 melhores músicas sobre drogas da história do rock. Em primeiro lugar, "White Rabbit", do Jefferson Airplane. Eu gosto dessa música até... Mas tá longe de ser a melhor, né galera? Aliás, muito furado esse ranking. "I am the walrus" dos Beatles e "Purple Haze" do Hendrix nem entraram na lista... Tudo bem que a temática das letras não é exatamente "drogas", mas parando pra pensar, "White Rabbit" tbem não.
Fala sério, "I am the walrus" é o que há! Imagina um pinguim elementar cantando Hare Krishna e chutando Edgar Allan Poe.... quem me disser que John e Paul não estavam pra lá de doidões quando escreveram essa letra ou é doido ou injetou também. A versão do Oasis para essa música é simplesmente do caralho, na verdade é a única música que o vocal do Liam "casa" perfeitamente com a letra. afinal de contas, se a letra é passada, ele é muito mais...
Mas gosto desses rankings "temáticos" por assim dizer. Adorei o filme "Alta Fidelidade" justamente por causa dos Top Fives que o carinha fazia. E que top fives! Quem me dera conhecer de música a ponto de fazer top fives definitivos, ou que pelo menos durassem algum tempo. Toda vez que eu faço um, eu sempre acabo lembrando "daquela música" que eu esqueci e não coloquei na lista, e tenho que pensar tudo de novo. Coisa mais construir castelo de areia, só pra maré desfazer tudo.
No outro dia eu tentei fazer um "top five das melhores músicas depressivas de todos os tempos". Refiz a lista umas cem vezes. Mas essa que vem a seguir com certeza tem lugar garantido na minha lista. Querem uma dica de disco? " the Globe sessions", da Sheryl Crow. Comprei da última vez que estive em Porto Alegre, em novembro de 99, e hoje quis dar um revival nele. Cara, algumas músicas te fazem pensar, e essa é uma delas. Na verdade, fico com muito medo de fazer uma lista dos 5 discos mais importantes da minha vida, mas arrisco que esse estaria na lista. Até porque tem Mississipi na voz dela.
Se preparem para curtir a fossa e o "ele (a) não em ama mais". Eu normalmente faço isso com estilo: um maço de Marlboro e uma garrafa de Jack Daniel´s. O porre é líquido e certo, mas o dia seguinte, apesar da dor de cabeça, o ar parece mais puro, e o mundo parece mais calmo. Faz tempo que não faço isso, e da última vez nem funcionou muito não, to be honest... Mas enfim, sem mais delongas, a fossa de Sheryl.
"Crash And Burn"
(Sheryl Crow)
I watched the sun come up on Portland
I waved goodbye to all my friends
I packed my car and headed to LA
I gave away all my loose ends
Somebody said you gotta get away
To wanna go back home again
I left my universe standing there
Holding the hand of my best friend
And it's laughter that I feel when I think of you
It's one more dusty rose about to turn
I'll see you when I reach New Mexico
If I'm in the mood to crash and burn
I wrote a letter that I never mailed
I rehearsed a dialogue in my head
In case you ever wanted to track me down
I'll take my cell phone to bed
And it's laughter that I hear when I close my eyes
And it's one more punchline I forgot to learn
I call you up when my bottle's dry
I'm on my way to crash and burn
Antigone laid across the road
And let a mack truck leave her there for dead
Just because her lover split the scene
Well love might be great but why lose your head
Well, it's laughter that comes up when I cry for you
And my heart may break again before it learns
And I might be stupid enough to want to fall again
Cause I've gotten use to the crash and burn
I say I've gotten use to the crash and burn
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RAFA @ 16:21 tic-tac-tic-tac
Pequeno pensamento para começar o dia:
Eu já achava que essa história de casamento era clichê. Sei lá, essa coisa de cerimônia, smokings e gravatas borboleta, a turma gastando uma fortuna pra fazer algo "oficial"... para mim isso era o cúmulo do desperdício.
Achei uma inutilidade maior: Festa de debutantes. Estava lendo o jornal, e passei o olho pela coluna social. Estava lá o nome da guria, com o complemento: "radiante, com vestido assinado pelo estilista tal"... Sério mesmo, who cares? Além de ser inútil, é totalmente artificial. E sem sacanagem, fora o pessoal que vai só pra encher a cara na faixa, alguém se diverte nessas festas? Uma dinheirama jogada no lixo, sem o menor cabimento.
Aqui em Brasília essas coisas proliferam. O Poder tem necessidade de se auto-promover através dessas "recepções" para a "sociedade". Para mim, ecos de uma cultura transplantada, que não tem nada a ver com o senso de hospitalidade (e de diversão) brasileiro. Festas em datas oficiais, vá lá. Mas escrevam o que eu digo: o dia em que uma filha minha, se é que eu terei uma algum dia, me pedir pra gastar uma dinheirama dessas em uma festinha de "debut", eu vou é mandar ela catar coquinho, aquela clássica tirada Rita Lee: "minha filha, vai dar, vai!".
E de preferência bem longe, que eu não sou obrigado a ver a cena bizarra.
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Voltei à Embaixada Britânica ontem, depois de um tempão sem ir. E não é que foi bom? Papos altamente espirituais. É bom que eu tiro a ferrugem do inglês.
Se bem que me inglês ultimamente tá tão bom que eu quase nem penso mais em português. Alguém notou pelo meus últimos posts? é foda, mas não tem como, acaba saindo. A Carol surtou na reunião comigo por causa das minhas tiradas em inglês. Com razão, eu tenho mesmo que me controlar.
De volta à Embaixada. Me surpreendi como as pessoas lá ainda lembram de mim. Faz muito tempo! Back in ´99 quando eu cheguei em Bsb, a Embaixada era meu "safe haven", quase meu analista. Porque as pessoas que eu encontrava lá eu só encontrava naquelas circustâncias, nas quintas feiras. They knew nothing about me, nothing on my life or what I did for a living, and of my problems. Mesmo assim, eu me sentia confortável para ter umas conversas que eu normalmente não teria com a maioria dos meus amigos, pelo mero fato de que eles estão engajados demais nos fatos que me cercam. Isso era bom.
Mas aí começou a vida social do REL, as dores de cabeça, and no fun at all.
Realmente, I do regret being away from the Embassy for so long.
RAFA @ 09:02 tic-tac-tic-tac
quinta-feira, dezembro 05, 2002
Meu clássico posting do almoço hoje vai para um episódio ocorrido hoje de manhãzinha, quando estava indo para o trabalho.
Normalmente vou de carro para o Ministério. Desço a L2 Norte, chego na esplanada, e faço o retorno. Isso (quase) todo santo dia. E sempre tem um cara lá, um manco vendedor de balas de coco e outros doces.
Olha, pode ter certeza de uma coisa: o serviço público federal é mais eficiente por causa dessa figura vendedor de doces. O bicho é tão empolgado e bem humorado que vai passando entre os carros, cestinha no braço, saltando por causa da perna manca, dando "Bom dia" pra todo mundo, numa empolgação contagiante. Muito bom!
Cara, são poucos os "Bom dia" que conseguem te empolgar assim. É o que os ingleses chamam de "morale" , não a moral valorativa, mas o moral, tipo de uma tropa. O Pedro, em seus comentários gamemaníacos, tava falando no outro dia de um herói da mitologia grega, que com seu grito inspirava a todos em batalha. Sinto que realmente existe esse dom, o de contagiar as pessoas para um fim, uma causa. O vendedor de doces é um pouco assim. Sobe o moral da tropa de burocratas. Quem sabe por um segundinho eles não se inspiram, e pensam do bem que eles podem fazer ao país...
Hoje eu cheguei bem humorado ao trabalho. Depois do "bom dia" do manquinho, e de ter escutado Ramones no caminho de ida, boas notícias no trabalho. Um dos caras que eu mais admiro nesse mundo, o General Roure, falou bem de mim para o meu chefe. E completou que eu TENHO que ser diplomata. As if it was that easy... E depois, pra completar, meu amigo Dan-Dan, dando boas notícias do front. Glad to hear the news, mate!
Bem, vou indo que agora teremos a primeira reunião do SiNUS 2003, e eu tenho que dar o exemplo e chegar na hora.
"Hey, ho, let´s go!!!!"
Bye y´all!
PS: Sorry pelo último post, com meus comentários endereçados a apenas uma pessoa. Comunicar-se via blog é meio palha mesmo. It won´t happen again, I promise.
RAFA @ 11:13 tic-tac-tic-tac
Essa é pra você... é, pra você mesmo.. Eu vi o seu cartaz hoje na FA, da festinha de sexta, com seu novo amigo e futuro olho-roxo poser de bsb. Que pena, vou pro Rio a trabalho, não vou poder ver você lá, no seu "momento de vitória".
E aí, que fiz eu? Fui dar uma olhadinha no seu blog, fazia tanto tempo que eu não o lia, sei lá, deu vontade de saber como você estava. Muita coisa nova...afinal já fazia um tempinho. Mas ao mesmo tempo, nada de novo. Interessante, né?
Pois é, bicho véio. O que posso dizer? Acho que você precisa mesmo é tomar uma decisão. Porque é tudo muito sem lógica, entende? Veja bem, como é que uma pessoa pode ao mesmo tempo ter best friends, and no friends at all? E o que me deixa de cara: como uma pessoa pode ser such a bragger, e numa hora contar tanta vantagem sobre notas ou etcs (which don't mean shit, you know...) e em outras horas se achar o merda dos merdas? Não, não me venha com "são partes diferentes da minha vida", isso não cola. Sua vida é uma só. Pessoal, profissional, acadêmico, whatever. Afinal, vc não faria o curso que faz se não gostasse pessoalmente disso, não é verdade?
Enfim, o que você tem que perguntar a si mesmo é: eu sou feliz? Se eu te conheço bem, and I don't think I do, sua resposta lá no fundo, on the corner of your mind, será um sonoro "depende". Pelo jeito, seus discos arranhados, livros e filmes não têm te ajudado muito a perceber a verdade. Você lê Maquiavel só porque existe um adjetivo "maquiavélico" em português e você acha que isso é legal porque ser malvado é legal, e sacanear os outros é legal também. Clue de uma pessoa que fez Teoria Política Moderna (matéria do POL, que vc devia fazer antes de pensar besteira...): "O Príncipe" é uma obra contextualizada, e de caráter político. Surgiu para legitimar interesses, e não como um manual de conduta como vc sugere. Ah, você ainda acha Maquiavel o máximo do malvado? Leia a primeira parte do Leviathan de Thomas Hobbes, e veja como ele descreve a natureza humana. Ou melhor: leia Carl Schmitt, e descubra em quem Hitler e Stálin se inspiraram para matar quase 80 milhões de pessoas. Tadinho do seu Maquiavel... perto do Schmitt, ele é uma mocinha! Ou melhor... mulherzinha, que está mais na moda poser, ao que parece.
As far as I can see, apparently you are exactly where I have left you. No news at all. Isso é uma lástima. Ou não. Porque na minha percepção, you're sold. . Vendido para aquele que massageia mais o seu ego. Sim, you're very much an ego-driven person. No moral principles of any sort. And that makes of you no shepherd, if you know what I mean. It makes of you more of "the tyranny of evil men".
Perceba que essa sua loucura, essas coisas que você diz e escreve, isso tudo não faz bem pra ninguém. Nem pra você, actually. Eu tenho absoluta certeza que você pode ser alguém bem diferente disso daí, porque às vezes essa pessoa legal aparecia pra falar comigo. Mas não, você insiste em ser o fraco, e não o legal. Pra mim, mano véio, whatever. Ou como você diz, eu não quero MESMO nem saber.
Enfim, you're sold. E sim, eu acho você um fraco por isso. Só por isso.
E não adianta, I won't be answering back. Na verdade, acho que vou é ficar mais um tempinho sem "visitá-lo", só pra ver se muda alguma coisa. And I really don't think that's gonna happen.
RAFA @ 00:06 tic-tac-tic-tac
quarta-feira, dezembro 04, 2002
Cedo ou tarde iria acontecer... Passei a manhã fazendo lobby... é muito chato no começo, vc tem aquela sensação que está ali meio obrigado, falando todas aquelas coisas... Mas no fim vc entra no espírito da coisa.
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É minha gente... they noticed me. They now stop to hear what I have to say. People you respect. Actually, people that are almost gods to you.
A pergunta é: será que eu estou com essa bala toda?
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Deu no rádio hoje que o vocalista do Midnight Oil saiu da banda.
Eu nem gosto tanto assim do Midnight Oil, mas quando eu penso na banda eu penso no cara alto, magricelo e careca, com aquelas dancinhas esquisitas.
Não adianta. O vocal é a cara da banda. Se o vocalista não "comprar" a proposta da banda, pode ter certeza que não vai dar certo. E se o vocal estiver mal, a banda toca igual, mas falta a alma. Deve ser por isso que até hoje não botaram pra fora o prego do Liam Gallagher... Todo mundo sabe que o Noel é quem faz tudo, e que o Liam ainda por cima tem a manha de cantar mal, com aquela vozinha anasalada... mas fazer o que? O Liam é a cara da banda, não tem jeito. E sim, eu me refiro à atitude prego, aquele olhar de "foda-se" e o cabelinho acabei-de-acordar.
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Acabei de saber que o Dan-Dan estará acompanhado hoje à noite. Não falei?
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Chuta quem me liga hoje de manhã? É, ela mesmo. Seca e direta, como sempre. E eu? Seco e direto com ela também. Reciprocidade é algo do caralho mesmo.
Imaginem a cena: assim que desliguei o telefone, lembrei de ontem à tarde, sorri e suspirei "ai ai, morra de inveja...". Life is ironic. And I start to deal with the possibility that God DOES like me.
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Esse foi o clássico post da hora do almoço. Do Eme-Dê direto para Você!
RAFA @ 13:11 tic-tac-tic-tac
Momento reflexão.
Essa é do caralho. Obrigatória em qualquer mp3 player.
Wild Wood
(Paul Weller)
High tide, mid afternoon
People fly by, in the traffics boom
Knowing, just where you're blowing
Getting to where you should be going
Don't let them get you down
Making you feel guilty about
Golden rain, will bring you riches
All the good things you deserve now
Climbing, forever trying
Find your way out of the wild, wild wood
Now there's no justice
Only yourself that you can trust in
And I said high tide, mid afternoon
People fly by, in the traffics boom
Knowing, just where you're blowing
Getting to where you should be going
Day by day your world fades away
Waiting to feel all the dreams that say
Golden rain will bring you riches
All the good things you deserve now
And I say, climbing, forever trying
Find your way out of the wild, wild wood
Said you're gonna find your way out of the wild, wild wood
Wild wild wood
RAFA @ 01:08 tic-tac-tic-tac
E-mail que mandei agora à noite para a lista do AMUN, falando sobre as minhas preferências para o amigo-secreto:
E aí tchurma!
Aqui vai uma listinha com idéias de um presente de amigo-secreto para mim. Eu ia pedir uns pacotes de erva-mate Chimango moída grossa já que a minha está acabando, mas ia ser erva pra chuchu, e além disso eu estou indo pra Porto Alegre depois do MONU...Vai dar pra reabastecer.
Não precisa ser necessariamente nada desta lista, são só idéias... Para quem quer que tenha me tirado, faço minhas as palavras do Renato: "surpreenda-me!"
Bem, lá vai:
1 - Chocolate. Eu AMO chocolate. Almost as good as kissing... Uma caixa de alfajores Havanna (los negros, de chocolate) também resolve meus problemas (por dois dias no máximo...).
2 - CDs. Pode ser qualquer um mais novo do Oasis, tipo o "Standing on the Shoulders of Giants", "Familiar to Millions" ou o "Heathen Chemistry". Aliás, agora que eu fui ver, o "Familiar to Millions" é uma ótima idéia! mas pode ser tbem essa última coletânea do Blur, o "Man Who" ou o "Invisible Band" do Travis, "Modern Classics" do Paul Weller, ou algo do Weezer ou do Placebo. Eu sou bem eclético, então tem muito espaço para surpresas aqui!
3- Livros. Não sei se já saiu o livro do Grócio, "Direito da Guerra e da Paz" nessa coleção do IPRI... se saiu, seria uma ótima pedida!!! Mas pode ser também o "Paz e Guerra entre as Nações" do Raymond Aron, meu livro preferido em REL, já que a minha xerox já tá pedindo arrego. (Engraçado isso né, meu livro preferido, e eu nunca comprei...eu sou é muito murrinha mesmo!). Mas também pode ser desses livros de expedições e viagens, tipo do Amyr Klink...eu adoro!
4- Camisas. Gosto dessas de manga curta, de botão, pra usar no dia-a-dia. Tipo dessas que eu sempre estou na facul. Segundo info da minha mãe (nada confiável, portanto), na mormaii tem uma legais nesse preço, mas pode ser qq uma, eu não me importo MESMO com marcas.
5- Boina. Alguém lembra de uma boina cinza e preta que eu costumava usar um tempão atrás? Pois é, eu a perdi... Tô até sentindo falta de usar boina! Alguma cor escura, please...
6- Uma camisa oficial do glorioso Botafogo de Futebol e Regatas. Camisa de time é sempre mais caro do que a cota do presente, mas a do meu Botafogo deve estar baratinha ultimamente... Gosto do Grêmio também, mas essa com certeza está mais cara. Esperem a volta da estrela solitária...Raça alvinegra!
O que não dar DE JEITO NENHUM:
1- Agenda. Raramente uso, e eu já tenho uma 2003.
2- Coisas de casa, de decoração. Eu não páro em casa.
3- CDs de pagode ou de sertanejo. Acertar numa escolha dessas não é impossível, mas é quase.
4- Livros do Paulo Coelho ou de auto-ajuda. Meu caso é irremediável, nem adianta...
5- Nada relacionado a tabacaria.... estou tentando parar de fumar faz um tempão!
6- Coisas chamativas (amarelo fosforecente...) ou de mau gosto, tipo camisas do Flamengo, do Vasco, do Corinthians ou do São Paulo. Que nojo!
Bem, é isso. Legal fazer essas listinhas, né?
Beijos e abraços a todos,
RAFA
RAFA @ 01:03 tic-tac-tic-tac
Indescritível o que aconteceu hoje à tarde.
Morram de inveja!!!! Ha ha ha ha!
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O Dan-Dan estava acompanhado agora à noite. Eu boto fé. E vocês?
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A Pretinha é foda. Pretinha, você é foda. Só isso.
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Estou maquinando mil coisas. Tenham muito medo!
O que eu estou fazendo agora? O mesmo que faço todas as noites, Pinky...Tentar conqueistar o mundo!!! Whoahahahahah!!!
In some weeks you all will know what I'm talking about...
RAFA @ 01:00 tic-tac-tic-tac
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