R&I versão 1: Heathen World
sábado, novembro 30, 2002

Acabei de mandar um foda-se definitivo para uma pessoa.
Eu deveria estar de coração apertado a uma hora dessas. Sim, porque acredite ou não, essa pessoa foi muito boa para mim. Me fez feliz.
E é uma lástima que isso tenha que acontecer logo agora, finzinho de novembro, quase dezembro. Mas não, eu não me sinto de coração apertado, não sinto que errei, nem que acertei, tampouco que poderia ter sido diferente.
Eu realmente não tive alternativa. Só havia uma coisa a fazer. And I did it.

Isso é bom. Sem culpas, sem ressentimentos. No hard feelings, and no turning back. Adiante, que atrás vem gente.

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Mais uma vez, a astúcia da razão me aparece aos 46 minutos do segundo tempo. Eu fico de cara!
I'm sorry for having nothing to be sorry about. That's life, isn't it? Como diria um amigo meu, uma grande máquina de maceração. A gente faz o possível, mas não dá pra salvar o mundo. Como dizem na Marinha, o salva-vidas realmente eficaz é aquele que usa todas as suas forças para salvar o maior número possível de tripulantes, tanto que, ao dar seu máximo, gasta toda sua força na tarefa, e acaba morrendo afogado.

I can't do much about it. I really can't. I officially declare myself unable to do anything about it. Count me out!

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RAFA @ 15:05 tic-tac-tic-tac

Day after de festa é foda....Se bem que eu voltei cedo ontem...Ah, quer saber? Essa história de acordar cedo para trabalhar me deixa totalmente sem pique pra festa. Sim, eu ultimamente tenho saído de casa para tomar UMA cerveja. E foi o que rolou. UMA cerveja.

Mas a bandinha que tocou ontem lá é que foi dez. O nome da banda é Mákina du Tempo, e a levada é totalmente seventies, psicodelia, flower-power, haight-ashbury, route 66, harleys, and of course, rainbow-coloured kombi vans full of pot.

Os conheci num churrasco do Marcão Adrenalina no começo desse ano, fui tocar lá com a minha ex-banda, o Lo-Fi. Tocamos logo depois deles. Lembro que fiquei bem impressionado com o show dos caras, foi muito bom. Já o nosso, pra variar, foi um fracasso total. Mas deu pra conhecer algumas pessoas esquisitas e encher o bucho de grátis.

Gosto quando a banda "veste" o som, incorpora a proposta... entendem? Bem, apesar parecer estereotipado, achei que eles eram bem autênticos. E os caras são ótimos instrumentistas. Batida quebrada na bateria, uma guitarra virtuosa e cheia de efeitos (e bem dosados!), uma voz espirituosa e um baixo marcante. Gostei muito. Ah, e eles tocam Júpiter Maçã! Alguém conhece?

O site é www.mkdt.com.br

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Sabe qual é a coisa mais sábia a fazer quando se está sob fogo de artilharia pesada?
REVIDAR.
Pra mim tá funcionando. E olha que os tiros estão vindo de todos os lados.
Mas não importa. Pode mandar mais, que tem porrada pra todo mundo.

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Como se diz lá na fronteira sul:

- Não tá morto quem peleia !
Assim falou uma ovelha, no meio de 40 lobos.

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Pra variar, dia cheio hoje.

RAFA @ 11:19 tic-tac-tic-tac

sexta-feira, novembro 29, 2002

Meta para o ano que vem: guardar dinheiro para comprar uma Epiphone Supernova Union Jack, série especial do Noel Gallagher.
A guitarra é simplesmente linda. E sim, é por causa da Union Jack.
RAFA @ 20:04 tic-tac-tic-tac

Trilha sonora do dia de hoje.
Tipo: matar aula, achar tudo um saco, e ainda sentir-se muito bem com tudo isso.
Fiquei lembrando da melodia da gaitinha da versão acústica.
Gaita é do caralho. Mas a sensação de "get a grip of yourself" é a mais massa dos últimos tempos.
Enjoy!


Whatever
(Noel Gallagher)

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright

Always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright

You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want

It always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it's all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh I know it's no fun

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want

Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright

Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright

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RAFA @ 20:02 tic-tac-tic-tac

Yupiiiiieeeeeeeee!!!

Galera, eu tô feliz. Ver a cara do meu chefe de "job well done" depois de ter acabado o parecer do MD sobre a Proposta de Emenda Constitucional 1/2002 está com certeza no rol das "coisas que não têm preço MasterCard". heheheheh

Na verdade, apesar de quase impossível, cumpri todos os compromissos que tinha nos últimos três dias. Isso é uma puta vitória! Com a quantidade de coisas que eu tinha para fazer e o tanto de lugares que eu tinha que estar - e sem carro! - eu realmente achei que não seria possível. E não só foi possível, como hoje, como dizem em Manchester, "I did what I know, and I did it bloody well !!!"

Obviamente, andando que nem barata em cemitério, minha pesquisa foi para o beleléu. O Fischel deve estar puto comigo. Vamos sentar a bundinha hoje e escrever algo bem bom para compensar isso, né rafa?

Quase que eu mandava á clássica pro meu chefe hoje:
Tem coisas - PUM! - que só o rafa faz para você!

See y´all later, mates!


RAFA @ 11:45 tic-tac-tic-tac

quinta-feira, novembro 28, 2002

To cansado, to com sono, tenho mil coisas pra fazer...

Galera, I'm fucked. Big time. Amanhã vai ser um dia decisivo no trabalho. E em casa também.

Dava tudo agora por alguém que me contasse uma história e me botasse pra dormir.... Eu até sei quem eu chamaria para isso, e ela com certeza vai saber que é ela quando ler isso. Ou não, tipo, essa menina é muito da encanada, não vai sacar que é dela que eu tô falando. Sei lá também. Foram tantos os recent developments que nem sei mais. Vou deixar em suspenso mesmo, dane-se.

Ela acha que tem problemas... só não vê que eu tenho muito mais!

Eu sou assim mesmo. Às vezes eu tenho essas crises de I'm six years old, mas é normal... Tem dias que tudo o que eu quero é me acabar de sex sex sex, two three four in the same night. Mas tem dias que eu só quero um travesseiro e um colo. Alguém aí entende? Porque eu mesmo não.

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No fundo eu até devo ter algo engraçado ou espirituoso para dizer aqui hoje. Mas estou tão cansado.... e a criatividade, como diria o baiano, '"tá lá em cima....". Não to a fim de fazer força nenhuma pra sair algo aqui.
Cansaço e preguiça já são dureza separados. Juntos então, ó....



RAFA @ 00:30 tic-tac-tic-tac

terça-feira, novembro 26, 2002

Essa é uma das minhas all-time favourites.
É por essas e outras que Bob Dylan é santo na religião do rock 'n' roll. Se ele não fosse judeu, não duvidaria nada que ele fosse canonizado pela Igreja Católica também.
Obviamente, sou muito mais essa música na voz suave e linda da Sheryl Crow. Como cantor, Mr. Robert Zimmerman é um fracasso mesmo. Mas é aí que está o pulo do gato. Não se ouve Bob Dylan pela beleza da música, pelo som. As letras, quase faladas nessa voz sussurrada e rouca, são orações, sermões, enfim, lições de um velho e sábio mestre, entre desvendar os mistérios da vida e te contar as experiências de tantas crossroads... Leiam e ouçam essa obra-prima, ou devo dizer, esse salmo.
Não sei vocês, mas creio que um homem é determinado tão somente pelas suas experiências passadas. É assim que me vejo: um fruto de tudo o que passei. Minha felicidade é diretamente proporcional às milhas percorridas em um dado período. Sempre foi assim....e assim sempre será. Essa é a minha sina: andar, andar e andar. Já descobriu a sua?

Mississipi
(Bob Dylan)

Every step of the way
We walk the line
Your days are numbered
So are mine

Time is piling up
We struggle and we scrape
All boxed in
Nowhere to escape

The city's just a jungle
More games to play
I'm trapped in the heart of it
Trying to get away

I was raised in the country
Been working in the town
I been in trouble since I
Set my suitcase down

I ain't got nothing for you
I had nothing before
Don't even have anything
For myself anymore

Sky's full of fire
And the rain is pouring down
There's nothing you can sell me
So I'll see you around

All my powers of expression
And thoughts so sublime
Could never do you justice
Reason or rhyme
There's only one thing that I did wrong
I stayed in Mississippi a day too long

The devil's in the alley, the mule kickin' in the stall
Say anything you wanna, I've heard it all
I was thinking about the things that she said
I was dreaming I was sleeping in your bed

Walking through the leaves, falling from the trees
Feel like a stranger nobody sees
So many things we never will undo
I know you're sorry, well I'm sorry too

Some people will offer you their hand and some won't
Last night I knew you, tonight I don't
I need something strong to distract my mind
I'm gonna look at you 'til my eyes go blind

Well I got here, following the southern star
I crossed that river just to be where you are
There's only one thing that I did wrong
I stayed in Mississippi a day too long

Well my ship's been split to splinters; it's sinking fast
I'm drowning in the poison, got no future, got no past
But my heart is not weary, it's light and it's free
I've got nothing but affection for those who've sailed with me

Everybody's moving if they ain't already there
Everybody's got to move somewhere
Well stick with me baby anyhow
Things should start to get interesting right about now

My clothes are wet, tight on my skin
Not as tight as the corner that I painted myself in
I know that fortune is waiting to be kind
So give me your hand and say you'll be mine

The emptiness is endless, cold as clay
You can always come back, but you can't come back all the way
Well there's only one thing that I did wrong
I stayed in Mississippi a day too long
Yeah the only thing that I did wrong
Was stayed in Mississippi a day too long
The only thing that I did wrong
Was stayed in Mississippi a day too long


RAFA @ 20:32 tic-tac-tic-tac

Ryan Adams foi uma das boas descobertas desses últimos tempos. Gostei mesmo. Muito autêntico, se é que vcs me entendem.
As decepções foram as bandinhas de garagem: "Hate to say I told you so" do Hives seria muito mais legal se não fosse tão gritado. Não que seja tosco, eu me amarro em coisas toscas. É desagradável mesmo.

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A coisa do SiNUS fez muito bem para a cabeça, andar com gente mais nova dá uma renovada. You see, o mero fato de estar me referindo ao pessoal de segundo grau como "gente mais nova" e não como "pirralhada" já é um grande avanço. Já demonstra o meu respeito. Afinal de contas, um dia eu tbem fiz segundo grau....e me achava o foda!
Lembrei de muita coisa durante aqueles dias, mas o que mais marcou foi o jeito que as situações fazem as trilhas sonoras voltarem. Eu me pegava pensando em Clash, Sex Pistols e Ramones, a minha santíssima trindade punk dos tempos de rock 'n' roll high school. E esse fim-de-semana lá no baile de formatura do REL, eu chegando lá e o que toca? "He he my my sexy eyes, I'm gonna take you to paradise..." novinha em folha essa música, hem? Coisas das coletâneas dance da Jovem Pan, back in 1995.

By the way, where the fuck were you in '95?

Minhas lembranças de 95. Eu estava no segundo ano no Colégio Militar do Rio, namorava a Ana (adorava fugir com ela para detrás da biblioteca ou para o bosque...hmmmm), era um cavalariano empolgadíssimo, daqueles que ia com uniforme hippo (culote e botas) 5 vezes por semana (com essas pernas finas e a bota pesada, eu parecia mesmo era com o Robocop...). Ia bem pra cacete nas matérias, meu aproveitamento era excelente e eu nem me esforçava muito. Had many, many friends. Jogava RPG (AD&D) nas horas vagas, e fazia esgrima. Pegava o 432 na Princesa Isabel às 5.30 da manhã para a Tijuca, sem hora pra voltar. Vivia encucado com as paradas de ser muito magro e de ganhar peso, eu realmente sofria com isso na época. Comia um "joelho" com refresco de guaraná na cantina da Vó Dica todo dia no recreio. Admirava profundamente meus comandantes, o Major Mário Nedi e o Coronel Pinheiro, que Deus o tenha. Gostava de ir ver o mar no Forte de S. João, na minha Urca. Nesse ano, eu peguei várias das colegas que eu sempre quis pegar, principalmente na festa da Artilharia, que festa.... o ano foi muito bom, meu time foi campeão brasileiro, meu esquadrão campeão das olimpíadas internas, a Adriane Galisteu (na época uma guria pra lá de desconhecida) saiu na Playboy e eu finalmente descobri as mulheres e o Arpoador. Comecei a fumar escondido na escada do meu prédio com meu amigo Murilo, cúmplice e escudeiro de todas as horas. Ouvia rádio, música clássica, punk rock, engenheiros, legião e elton john. Já ensaiava meus primeiros passos com música, e com tudo o que viria depois.

95 foi o ano em que o Rafa que vcs conhecem hoje começou a tomar forma. A impressão que eu tenho é que antes de 95 eu não era exatamente eu, entendem? Minhas vitórias e minhas derrotas, enfim, tudo da minha vida começou a se definir em 95. Foi quando decidi ser civil, diplomata e estudar direito. Foi quando minha vida sexual começou. Mas principalmente, foi o ano em que eu percebi que a vida é um grande campeonato, e que eu estava lá para ganhar e perder todos os dias.

If only I could turn back time....

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RAFA @ 02:11 tic-tac-tic-tac

Top Five dessa semana:

Ryan Adams - "New York"
REM - "Electrolite"
Hole - "Celebrity Skin"
Fun People - "Masticar"
Legião Urbana - "Perfeição"

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Pensamento da semana:
"NUNCA SE SABE..."

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Profundo isso, né? Pois é... Poderia bem ter sido do Sócrates, ou dum sábio chinês qualquer... se me falassem que era do Sócrates, eu acreditaria. Aliás, quem garante que ele nunca falou isso, acompanhado de um professoral "sóoo véi"? Bem, não sei se muitas pessoas podem garantir isso...mas deve ser mais ou menos o mesmo número de pessoas que dizem que Sócrates nunca existiu. Que são com certeza mais pessoas do que as que falam que Jesus nunca existiu, porque venhamos e convenhamos, dizer que Sócrates nunca existiu não é o tipo de coisa que te leva para o inferno...

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Cara, não sei porque eu ponho essas paradas de semana...como se eu fosse o cara mais disciplinado pra postar, né? Até dá pra imaginar a cena, eu andando pela Esplanada ou pela UnB só com essas cinco músicas na cabeça, ou só com esse pensamento em mente, quase como um mantra...Ah, fala sério! Até porque eu nem me lembro de quando foi a última vez que eu postei um Top Five aqui. Já tem mor data, that's for sure...

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Viu? Me dão colo, e eu fico bem. O problema é esse pessoal que acha que eu tenho que tomar iniciativa pra tudo. Gente, eu só sou macho pra trabalho. Lá eu faço e aconteço. Mas pra vida pessoal eu sou (quase) mocinha, e aí nào adianta, eu até posso dar umas soluções once a while, mas não fica contando com isso não...

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Pato Fu é legal....ouvi quase o dia inteiro hoje. Vai ter show, e eu acho que eu vou...
Aliás, hoje fica para a história como dia do vagal. Não fiz porra nenhuma, e não estou com a menor dor na consciência por isso. Give me a break! A turma gosta mesmo de me sugar, me espremer que nem limão, até a última gotinha.

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Indisciplinado, desorganizado, carente, explorado...mas com muito bom gosto. That's me!


RAFA @ 01:14 tic-tac-tic-tac

segunda-feira, novembro 25, 2002

No pain, no gain...

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É engraçado, tem horas que eu sinto verdadeiras compulsões de escrever coisas aqui, principalmente aqueles pensamentos que eu só tenho quando estou sozinho e dirigindo.... mas aí eu chego no computador e... nãaaaam, fala sério rafa, sem essas de surtos depressivos. E funciona que é uma beleza!

Só para vcs não dizerem que eu não escrevo porra nenhuma aqui, lá vai. Acho que vou fechar esse blogue e abrir outro, mas assim, sem essa de "querido diário, this is rafa´s worst part, o podre do podre, enjoy it..." . Não. Quero fazer algo diferente, direcionar para coisas boas, witty thoughts I have once a while. bem, se não for assim, daqui a pouco vão começar a pular do quinto andar e colocar a culpa em mim. Fala séeeeerio!

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Boa conversa que tive ontem sobre idealismo vs. realismo. Sabe, vc sempre tem a medida certa de idealismo se é vc que está julgando. Tem gente que fala "ah, mas eu queria mesmo ser menos idealista, assim não me passavam a perna tão fácil".... que nada! na verdade nem queria não. Se quisesse já teria mudado.

O ponto é: seu grau de idealismo é em maior parte determinado pela sua vivência, ou seja, não tem nada a ver querer ou não ser mais ou menos idealista. O que sim tem a ver é algo marcante acontecer na sua vida e fazer vc mudar de opinião sobre a sua atitude. Daí sim.

O mais massa nem foi isso. As pessoas com quem eu conversei isso ontem me deram exemplos que só apontam para uma direção: I was right all the time, from the very beggining. Meu maior erro foi ter duvidado disso em alguns momentos de self-pity. É minha gente...vou mandar fazer um adesivo de carro escrito: "Eu acredito na astúcia da razão". Hegel rules!

Aliás, alguém aí já percebeu alguma semelhança entre Hegel e Oasis? Ou sou só eu que endoidei de vez?

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Estou só esperando a bomba... comi dois acarajés lá na Rosa ontem. Attention toilet! hahahahahah

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Programas mais ou menos esse findi. No sábado, churrasco do Estado-Maior, simulação oficial do csoi, degustação de cachaça na casa do Dan-Dan, encontro com a garotada do SiNUS, baile de formatura do REL, chegar em casa às 7 e meia da manhã, acordar tarde e chegar no churrasco do AMUN too late for eating, sessão duas-horas-coçando-o-saco na Casa dos Moço, Acarajés, e por fim, encerrar às 9 e meia da noite, pedindo um refri no Giraffas com o Pablo e a Pretinha... chego em casa, capoto de sono com roupa e tudo, e só acordo a tempo de ver a minha condução para o trabalho ir embora no meio das árvores...supimpa, né?
RAFA @ 12:14 tic-tac-tic-tac

sábado, novembro 23, 2002

"O sistema é mau
Mas minha turma é legal
Viver é foda
Viver é difícil
Viver é uma necessidade
Vamos fazer um filme"

Vamos fazer um filme - Legião Urbana

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ok ok
Aqueles que falaram que eu não teria "disciplina" pra postar todo dia venceram. Realmente isso não é comigo.

Passei essa semana passada inteira sem a mínima vontade de escrever aqui. Ainda mais depois dos posts altamente meeerdas e nerds que eu botei aqui, e que eu vou deixar só de sacanagem comigo mesmo. (óbvio que depois eu apago....). Tá certo que eu tava passando o dia no trabalho e chegando extremely exausted and straight to bed, e que a minha internet aqui em casa está longe de ser a reliable thing. Mas a verdade é que não dava vontade de escrever mesmo. Não era uma questão de esquecer do blogue, eu não esqueci dele não. Era simplesmente falta de vontade de share my day with others.

Estou chegando à conclusão de que essa coisa de escrever blogue é bem típica de gente deprimida. E eu não sou uma pessoa depressiva por natureza. Sou um cara pra cima, sei lá, essa é a minha natureza, pra frente. Mas esse período pós-Londres aqui em Brasília não tem sido nada fácil, na verdade growing up não tem sido nada fácil. Not really challenging. Bsb é um puta deserto de concreto e asfalto, e por mais que eu tenha alguns amigos aqui, são muito poucos perto das turmas grandes que eu sempre tive em outros lugares. Obviamente, os compromissos profissionais tbem played a role into this. BsB é uma cidade de trabalho, not for fun at all. E a falta do mar.... cidades no litoral sempre tiveram outro vibe pra mim. Nem precisa ter praia, só o mar já tá bom.

Tive surtos de depressão anteriores a bsb, é verdade.... nada fora do normal, acho. Mas depois que vim morar aqui é que percebi que meus surtos estavam ficando mais longos e permanentes, a ponto de eu me convencer que, lá no fundo, minha natureza era sim melancólica. E até certo ponto, isso era uma percepção da verdade, mas não propriamente verdade.

O que acontece é que eu sou um cara de uma enorme capacidade de adaptação, e tudo o que fiz foi adaptar-me ao cerrado seco e duro me tornando um pouco assim tbem. As longas horas de cruise nas avenidas largas me deram tempo para pensar, e me tornei uma pessoa mais contemplativa. Trabalhar com decisões políticas também me fez ver que o "homo politicus" é podre e sem caráter, e que isso contamina a cidade. Confiança, respeito e contratos de "fio de bigode" aqui são uma grande piada. Por último, a crise pequeno-burguesa aqui em casa, uma coisa patética.

Me tornei menos idealista. O "Semper Fidelis" que norteava a minha vida até Londres perdeu muito de seu significado. E só descobri isso a pouquíssimo tempo, justamente quando eu achava que eu finalmente iria entrar no jogo e ser como todo mundo.

Sou feliz quando estou no meio do fogo cruzado, resolvendo mil coisas ao mesmo tempo, trabalhando com aquilo que tenho paixão. Gosto dessa vida. é a vida que pessoas ativas levam. Mas o mero fato que vc estar sentando sua bundinha real na cadeira e escrevend sobre suas coisas significa dizer que vc está com tempo sobrando. E isso não me faz feliz. Prefiro viver a vida de verdade, agindo e fazendo acontecer, ao invés de sentar na frente do computador e tornar as minhas coisas pessoais em públicas. Já parei de ler o dos outros faz tempo. E se o tempo é de depuração, acho que'chegou a hora de depurar isso também.

Estou pensando seriamente em abandonar essa história de blogue. Gente, até mais, don't know when I'll be posting again.


RAFA @ 02:24 tic-tac-tic-tac

sexta-feira, novembro 15, 2002

Ontem não postei, então vou tentar dar um update das coisas.
Foi um dia muito estranho ontem. estranho, mas legal anyway. Almocei com o Pedro no Itamaraty (a "bichonete" estava lotada, então almoçamos no outro restaurante, lá embaixo...).
Peraí que eu vou atender o telefone. É a Dani...daqui a pouco eu acabo de escrever...
RAFA @ 22:49 tic-tac-tic-tac

quarta-feira, novembro 13, 2002

Que beleza, que legal....me dei muuuuuito mal na minha prova de Estatística. Não não não, vocês não estão entendendo.... eu me dei mal mesmo!!!! Foi um massacre...Me arrebentei. Primeiro, a minha calculadora é daquelas fuleirinhas solares, e basicamente parava de funcionar se não tinha luz direta nela, além de ser pequenininha e...putz! Que raiva! Enfim, a calculadora era uma merda! Segundo, perdi muito tempo calculando uns desvios-padrão loucos lá que nem eu sei de onde eu tirei. Terceiro, o professor é louco, dá pouco e cobra muito, e ainda fez uma provinha mal-elaborada, sem o menor nexo com o que vimos, e cheia de erros de português!
Olha, eu estudei para essa prova. Mas não faço milagre. Sempre tive problemas com matemática, tipo, desde a 3a. série primária. Não tive muito tempo para fazer os exercícios, e pra completar a minha querida monitora me deu um bolo. Aliás, bolo não! foi um tremendo dum Banzai! I was supposed to study with her a tarde toda ou quase toda hoje, e ela nem apareceu... mandou uma mensagem no celular, e ficou por isso mesmo. E ela ainda tinha prometido me emprestar a calculadora científica dela, que faz cálculo de desvio-padrão no esquema one-touch button.
Mas no final a culpa é meio minha tbem...Ah, vou é tentar esquecer disso e tentar fechar tudo para o SiNUS amanhã. Terei uma longa madrugada pela frente....

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Aliás, sobre o SiNUS: se eu não tivesse cruzado com o Emiliano, totalmente por acaso, hoje à tarde lá na FA, nunca saberia que era para estar lá para rever as regras às 14 h. Pra ti ver....

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Lembrei qual é a minha gíria gauchesca favorita! Tcha-nam.....É o "tri afudê"...hehehehehe
Usage: Q: - A festa tava massa? A: - Massa? Tava fantástica! Tri afudê!

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Muito de um argumento se constrói na propriedade de uma citação.
Hoje tivemos uma discussão-comédia na lista do AMUN, envolvendo eu e Renato de um lado, e Filipe e Jabor de outro. O tema? Ihhh nem saberia definir...algo como "falar difícil, é bom ou ruim?". Foi bem light, uma mera troca de idéias, nada de exaltações. Mas aos diálogos na lista, pelo seu conteúdo, mais pareceram um combate entre nobres artilheiros. Espero que gostem da alegoria (ai...agora ficou parecendo coisa de escola de samba...ah, vcs entenderam). Estou me apaixonando pela arma de Artilharia.

*
As duas baterias já haviam se posicionado e feito seus respectivos levantamentos topográficos, mas diferiam bastante em seu método de tiro. Primeiro, Jabor invoca Habermas, obuseiro pesado, 155mm longo alcance. Os tiros caem com alto poder de explosão, mas com pouca cadência. A concentração passa ao largo do alvo, e a bateria pesada, sem correção de grau e longitude, é logo achada pelo Renato, que com seu Light Gun teórico, dispara uma salva leve de contra-bateria, surpreendendo a imóvel guarnição oponente. Coube aí ao Filipe, com uma bateria de Lançadores Múltiplos, tentar atingir o alvo usando a propriedade da saturação. A cadência foi grande, como qualquer lançamento de foguetes. Ao ver a cena, me senti obrigado a movimentar minha formação, simplesmente não podia ficar assistindo estático à concentração de tiro oponente. Mas lembrei-me que não sou um artilheiro habilidoso, mestre na arte do cálculo e da profundidade do tiro em mergulho. Como bom cavalariano que sou, optei pelo tiro direto, canhão a menos de 45 graus, sighting distance. Muito arriscado para uma contra-bateria, mas não havia outro jeito. Por sorte, meu canhão chamava-se Shakespeare, e a espoleta, Hamlet. Ato 2, Cena 2:

"Brevity is the soul of wit"

A bateria MLRS oponente, sem possibilidade de recarga, não pôde reagir, e não teve outra opção senão quebrar a linha. Pensei: nada mal para apenas um tiro não guiado. Esperei até agora para dar o toque de bandeira-avançar. Bateria atirou!

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Fica aqui a minha homenagem:
'Dentre as bocas de fogo e debaixo dos trovões
A nobre Artilharia cumprirá suas missões
matar o inimigo, ou morrer junto aos canhões
Ar-ti-lha-ria - Á-Pê!
RAFA @ 22:57 tic-tac-tic-tac

terça-feira, novembro 12, 2002

Vou aproveitar e escrever um pouco aqui enquanto meu computador baixa os e-mails...a conexão tá tão ruim que já estou a quinze minutos aqui e nada de baixar as mensagens. Isso é boring por natureza, mas pra quem tem milhões de coisas pra fazer, é agoniante!

Acabei de chegar em casa. Hoje foi um dia muito muito movimentado. Desde 8 da manhã na rua, sem parar. Fiz muita coisa, anotei mais coisa ainda, e ainda estudei um pouco para a prova de Estatística de amanhã. Estou muito cansado. E como já disse, agoniado com esse computador.

O momento de paz de hoje foi agora há pouco. Estava na monitoria de Estatística tirando umas dúvidas, e assim que acabou lá fui caminhando em direção ao meu carro, que estava no estacionamento do Minhocão Sul. Enquanto eu andava, o cansaço do dia batia nos meus ombros, e um filmezinho passava na minha cabeça, meio que para me dizer como eu havia chegado ali. Até que páro na banca da Udefinha, pra desatolar a cabeça folheando revistas. Putz cara, não deu tempo nem de olhar a primeira capa de nada ...foi só ouvir...Tava tocando música clássica dentro da banca! Uma sinfonia do Beethoven, para ser mais exato. Não me lembro exatamente qual o número dessa sinfonia, mas definitivamente era do Beethoven, porque era uma música que eu a-do-ra-va quando era mais novo.

(Nota: dos 8 aos 11 anos eu praticamente só ouvia música clássica...mas isso foi só até eu descobrir Guns 'n' Roses. Eu era o cara mais metido a nerd da minha turminha, só porque falava uma meia dúzia de palavras em alemão e japonês, e sabia todas as capitais dos países do mundo, decoradas de tanto ler Almanaque Abril no banheiro).

Voltando à historinha. Era uma do Beethoven. Uma dessas que você já assoviou pra caralho. Cara, aquelas notas me pegaram de jeito.... Não deu dois segundos e já estava bem melhor do cansaço. Música clássica tem propriedades interessantes.... Curti a música até o final, e pronto! Já tava bom pra pegar o carro e ir pra casa.

No caminho ainda passei por um cartaz de uma parada chamada Bad Bad Girl Records. Se eu entendi bem, o (a) cara tem uma coleção de discos de vinil e passa tudo para CD, for a tax. Tinha o nome de umas 80 bandas no cartaz, e foi isso que me chamou a atenção (além do design, coisa meio pichação, mor massa). Tinha de Cocteau Twins e Everything but the Girl a Finis Africae e Aborto Elétrico, passando por Leela, Massive Attack, Pavement, L7, Pixies, PJ Harvey, Smashing Pumpkins, At the Drive In, 10.000 Maniacs, Karnak, Wander Wildner....Bem eclético.... Como eu mesmo! Quando eu falo que gosto dessas merdas todas a turma duvida de mim...Mas é sério, transito muito bem entre Beethoven e Rage Against the Machine... mais ou menos da mesma forma que vario entre um coquetel chiquésimo no Itamaraty e o Caga-sangue (uma barraquinha de hamburger beeem suja lá na 409 N) em uma mesma noite.

E essas bandas são as que eu consigo lembrar agora! Cara, eu estou com uma memória ótima! Acho que vou voltar lá essa semana só para ver se todas elas estão lá mesmo...acho difícil não estarem, afinal de contas, tinham tantas naquele cartaz...

E a porra do e-mail nada de baixar...e o pior é que nem WebMail tá dando jeito, essa semana os browsers daqui resolveram tirar meio expediente... nem sei como estou conseguindo postar isso aqui. É que o Netscape é lento, mas é guerreiro. Já o meu Explorer, esse é baiano mesmo, tá de férias.

Vou dormir. Hasta mañana, pessoal!
RAFA @ 22:32 tic-tac-tic-tac

Cheguei a um impasse ontem a noite: Qual é a finalidade deste blogue? Um lugar para desenvolver meus pensamentos, ou uma grande válvula de escape para as minhas frustrações? Ou um pouco dos dois? Não sei. Quando comecei isso aqui, não queria fazer um diário, até porque não sou uma mocinha de 13 anos. Queria uma válvula de escape sim, mas para pensamentos, não para emoções. Mas ser passional sucks, eu sei, e uma dessas estava demorando para acontecer. Pensei, pensei, e não cheguei a nenhuma conclusão... Aí pensei diferente: será que isso é mesmo um problema?

A gente vive e aprende... mais uma vez, desculpem pelo outburst de ontem. Quando quiser chamar alguém para a mão, só o farei pessoalmente. Vou evitar essas coisas de foro estritamente íntimo. Até porque tem gente olhando. Mas continuarei expondo aqui minha visão pagã das coisas.

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A palestra com o pessoal da ESG agora de manhã foi comédia. Mas muito construtiva! Estou aprimorando a minha teoria do comportamento ativo/reativo (tá vendo Ge!? Eu também fico pensando nessas coisas!). Exemplo: Planejar é fazer uma projeção para o futuro. Projetar idéias é uma atitude pró-ativa. É impossível projetar idéias (e por conseguinte, fazer qualquer tipo de planejamento) se o ator em questão toma atitudes de caráter meramente reativo. Reagir é sinônimo de falta de planejamento.

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Falando em planejamento, estou armando com a Geisa (é minha gente, aquela figura lendária que eu sempre falo e ninguém nunca viu...) de ir passar uns dias em Porto Alegre e ir para a formatura de nossa amiga Carolina "Tosca" Toscani lá em Santo Ângelo. (Antes que vcs perguntem, "Tosca" se pronuncia como a da ópera, com ó aberto, e não com ô fechado...viu?). I´m really excited to go. Acho que vai rolar depois do MONU, lá pro dia 20 de dezembro. Ontem foi 1 hora e meia de telefone e idéias. I do hope it works out this time!

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"Deu pra ti
baixo-astral
vou pra Porto Alegre
Tchau!"
Kleiton e Kledir - (não sei o nome da música...sorry!)

"Deu pra ti" é uma das minhas gírias gauchescas favoritas. Quer dizer tipo um "basta" ou mesmo um " menas, véi"... e olha, nada de comentários afetados com a parte do verbo dar, viu seus manés?
Vou pensar isso agora a tarde: Quais as minhas gírias gauchescas favoritas? Já faz tanto tempo que eu não penso nisso....me lembro que uma vez alguém aqui em Brasília falou que se amarrava no "Bem capaz!" , mas não lembro bem quem foi...até suspeito, mas não tenho certeza.

RAFA @ 13:00 tic-tac-tic-tac

segunda-feira, novembro 11, 2002

É cara... algumas pessoas vivem reclamando da vida, que tudo tá uma merda, que querem ir embora...Só não percebem que elas próprias são parte do problema.
Ficam falando "be my best friend or my worst enemy", choramingam pra todos os cantos. São fracos mesmo. Fracos porque, quando é pra botar as cartas na mesa e mandar a real, prefere botar o rabo entre as pernas e se esquivar. Só pra depois ficar falando mal pelas costas. Uns covardes mesmo. Atitude de bichinha afetada.
Você acha que eu não estava lá? heheheheheh idiotinha...eu tenho até testemunha. Eu vi. Vi tudo, vi mais do que você queria que eu visse. E não foi nada daquilo que vc falou. E realmente achava que podia tê-lo como amigo...eu fui um completo babaca mesmo. Taí agora, pela-saco. Deal with the situation. Quando criar coragem, me chama pra resolver a situação. I know you read me.

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Para todas as outras pessoas que lêem isso aqui, desculpem o outburst. Sou um cara civilizado most of the times.

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Depois escrevo coisas boas. Vou comer, pra ver se baixa a testosterona.
RAFA @ 19:59 tic-tac-tic-tac

domingo, novembro 10, 2002

"Todo mundo tem seu lado
Eu sou o meu próprio lado
E posso viver ao lado
Do seu lado que era meu"
Ziraldo - "Menino Maluquinho"

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Engraçado...tem gente que acha que não é nada na minha vida, e é tudo...
e tem gente que acha que é tudo, mas não é nada...

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Acabei de ter uma conversa legal no telefone. Vocês todos sabem como eu sou averso a conversas longas no telefone. Mas essa sim foi "produtiva"...heheheh
Não falei? As coisas estão se ajeitando, tudo indo pro seu lugar.

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Vou dormir que amanhã tem ESG. Esses milicos me matam se eu chegar atrasado. Dispositivo pronto no MD às 7 e meia, para início da manobra de instrução. E ai de mim se der alteração!
RAFA @ 23:01 tic-tac-tic-tac

Ontem tive meu dia de vela. Fui para o templo Budista com o Pedro e a Camila, e depois fui tomar um chope com o Pablo e a Pretinha. O tempura estava legal, mas o lambari frito é que foi a estrela da noite. Di-li-ça!!! Matei minha vontade de comer peixe, já que não me deixaram na hora do almoço.

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Adoro os quatro. E por mais que minha perspectiva de observador externo apontasse antes mil motivos para se preocupar, sinto que agora isso foi totalmente afastado. Como falei, a impressão que eu tenho é que todas as coisas ao meu redor estão lentamente indo para seus devidos lugares. As coisas finalmente se encaixam, fazem sentido. E isso é totalmente inacreditável! Eu observo pessoas fazendo contatos que farão a diferença no futuro, meus amigos ficando com as pessoas certas, meu pai finalmente quebrando a inércia e voltando a estudar, enfim, tudo bem devagar, mas indo. Apenas me pergunto duas coisas: Porque só agora, em novembro, a segundos do ano acabar? E finalmente, como é que eu me insiro nisso tudo? Será que eu também estou indo para o meu lugar? Eu deveria estar noiado e inseguro agora, mas não. Tenho motivos para ter fé que estou, finalmente, fazendo a coisa certa. E estou deixando acontecer.

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Pensamento da noite: Maturidade sucks.
Eu realmente devia ter um botão de liga e desliga para isso. Não que eu seja uma pessoa madura at all. Mas às vezes é ruim estar muito consciente da situação. Eu acabo aproveitando menos.
Já faz tempo que percebo isso. E chego à uma conclusão, mesmo que preliminar, sobre a pessoa que quero ter ao meu lado. Tem que me dar colo quando eu preciso, tem que ser brincalhona e me fazer sentir criança, e tem que gostar de sacanagem, como eu. Isso tudo dentro de pré-requisitos estéticos positivos. Não vamos aqui ser hipócritas. As feias e gordinhas que me perdoem, mas beleza é um diferencial e tanto. Homem é um bicho fútil, não adianta.

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Tenho tanta coisa para fazer hoje! 3 reuniões importantes, e uma prova de estatística para estudar. E mesmo assim, estou disposto a tacar tudo isso pro alto por um pouco de colo. Hoje eu realmente estou precisando.

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O que vocês acharam da nova cara do blogue? Gostaram? Lesgal, né? Culpa da D. (vou abreviar o nome dela, já que ela abrevia o nome de todo mundo...), que me deu esse layout de presente de aniversário adiantado. Estou fazendo alguns ajustes, então se alguém tiver alguma sugestão, se é que alguém lê mesmo esse troço, é só dizer.

Cheers!



RAFA @ 12:49 tic-tac-tic-tac

sábado, novembro 09, 2002

"I can't tell you the way I feel
Because the way I feel is so so new to me"
Oasis - "Columbia"

Acordei hoje com essa música na cabeça...tinha esquecido como Definetely Maybe é um ótimo CD. Infelizmente, não é melhor que Masterplan. Digo isso pq meu digníssimo irmão me fez o favor de arranhar meu Masterplan. Nessas horas revejo meus conceitos sobre pena de morte.
Acordar hoje de manhã com essa música na cabeça foi uma manifestação do meu subconsciente. É exatamente assim que eu estou me sentindo! Do tipo, "não sei". Tudo é tão novo, parece que o mundo acabou semana passada numa guerra nuclear e agora, depois de enterrar os mortos, estamos aprendendo a viver com as baratas-mutantes-de-dois-metros-de-altura. Se algum amigo meu me perguntasse hoje como eu estou me sentindo, responderia um sonoro "não sei".

Ok ok....tenho coisa pra caralho a fazer. Vamos deixar de conversa fiada
RAFA @ 14:52 tic-tac-tic-tac

A noite ontem foi boa, e ao mesmo tempo bizarra. Adoro encontrar meus amigos e falar besteira, sabe como é, para dar uma refrescada nas idéias. Isso é bem necessário pra mim de vez em quando, já que como vcs sabem, essa minha cabeça é um tanto (bastante) perturbada, e se me deixar pensando sozinho, eu vou longe... principalmente quando começo a fazer as minhas reflexões sobre o Estado das Coisas.
Mas ontem o zeitgeist estava solto. E pela primeira vez consegui falar besteira and pensar sobre as coisas. Não foi lá o que eu posso chamar de agradável, mas pelo menos não foi ruim.

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Fomos para uma pracinha que tem dentro da 308 N. O Dan-Dan levou a sua famosa cachaça artesanal (muuuito boa), o Leandro levou uns salgadinhos e cerveja, e ficamos lá, no friozinho, conversando. Antes tínhamos ido comer no Domino's, e a turma tava meio (muito) desanimada. Mas, como eu digo, calibrando sempre dá. And the night went just fine. Programinha mais light, quase impossível.

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Some people simply don't want to change. Acham mesmo que, da maneira que se comportam e tratam as pessoas, estão fazendo-as mais felizes. Mas não, o jeito que elas tratam não faz ninguém feliz. Parece um jogo, e nem todo mundo gosta de jogar. Os amigos e pessoas mais chegadas, insatisfeitos e querendo ajudar, vão lá, dão os toques, falam abertamente e wholeheartedly o que os incomoda time and time again, mas nada acontece. Aí essas pessoas tomam atitudes, se distanciam. Porque fica sem graça, entende? And what happens? Nada. E aí fica sem graça mesmo.

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2 meses. Parece que foi ontem.
Quem sabe quando fizer um ano, se houver uma conjunção planetária favorável (e, obviamente, não chover...) alguém se toque do que está acontecendo?

RAFA @ 11:11 tic-tac-tic-tac

Foda é isso, vc chega em casa depois de meia-noite, e quando vai postar alguma coisa no seu blogue percebe que não postou nada no dia anterior. Shit! Bem, agora estou de saco cheio, amanhã eu escrevo com calma.
RAFA @ 03:11 tic-tac-tic-tac

quinta-feira, novembro 07, 2002

Dias legais enfim. O curso lá no MD tá bem legal, principalmente a parte dos trabalhos em grupo. Aprendendo moooooito. Interessante como as aulas de alguns professores podem ser diferentes quando o nível muda. E mais interessante ainda como você consegue aprender se projetando ao lugar de outra pessoa. Tem sido uma semana bem cheia.

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Odeio gente que se acha moralmente superior às outras. São normalmente o mesmo tipo de pessoa que só leva em conta critérios objetivos para avaliar qualquer mérito ou fazer qualquer coisa. Fascistinhas de merda. Vêem a realidade em preto e branco, e eles, obviamente, estão pintados em branco. Fernando Pessoa se referia a eles como "semideuses" no Poema em Linha Reta. E tal como o mestre, estou farto deles. Não que as falhas deles justifiquem as minhas. É apenas uma questão de approach. E obviamente, de não ser hipócrita.

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Ontem não tinha a menor condição psicológica de escrever. É interessante como, em algumas situações, a ficha só cai quando vc fala com algum amigo seu sobre o que aconteceu. Isso acontece porque, no meio daquela confusão mental, vc tem que organizar as suas idéias de maneira a expor a outra pessoa e ser compreendido. Isso acaba colocando cada coisa em seu devido lugar, pelo menos em um primeiro momento.

Esse fim de semana passei por várias revisões, paradigmáticas eu diria, com relação à minha vida pessoal. Ontem foi o dia de revisões acadêmicas, e como tudo no que se refere à UnB na minha vida, um dia de bolas fora. Tudo deu errado, pra variar um pouquinho. Hoje foi o dia das revisões no trabalho, e essa foi bastante significativa. Sinto que hoje, oficialmente e inderrogavelmente, entrei de vez no jogo de poderes de um ministério da República Federativa do Brasil. E agora, há de fato apenas duas saídas para mim: ou colherei os louros da vitória, ou my ass will be on the line of fire.

Era isso o que eu queria. Ter segurança nas minhas capacidades, e ter metas à frente. No plano acadêmico, quero me formar e ter desenvolvido um bom trabalho nas minhas áreas de concentração. No plano profissional, quero crescer dentro do MD ou em outra área correlata no governo, seja no Itamaraty ou no GSI-PR. Ainda não tenho metas no plano pessoal, mas estou chegando à conclusão que nessa área, quanto mais se perseguem as metas, menos elas se tornam realidade. É engraçado, porque ao mesmo tempo que a sua vida pessoal é a base de tudo, ela é em grande medida conseqüência de todo o resto que acontece na sua vida. Complicado... e ao mesmo tempo, diferente.

As coisas estão lentamente indo para seus lugares, de uma forma inacreditável. Vejo isso um pouco como a Alegoria da Caverna, só que sob um outro prisma. Pra não confundir, vou chamar isso de "Alegoria do Poço".

É o seguinte: quando vc está no fundo do poço, não tem a menor noção de como as coisas podem ser fora. Só vê uma luzinha, isso é, quando vc vê alguma luzinha, porque tem horas que o que vc está mesmo é cavando, só pra ver se reinventa o conceito de 'fundo". Aí, vc finalmente toma a decisão, e começa a escalar aquelas paredes escorregadias e cheias de limo. E a sua motivação cresce na medida em que vc vê a luz criando cores e contornos. Mas aí cria-se um problema. Chega-se a um momento em que vc nào sabe mais o que te motiva mais para escalar, se são os resultados positivos e a luz crescendo na sua frente, ou aquilo que te motivou lá no começo a tomar a decisão de parar de cavar e começar a escalar. Para qualquer pessoa despreparada, à medida em que vai se escalando, o medo de cair também aumenta. E aí, se por acaso eles no meio da escalada perdem o equilíbrio e caem, há o risco presente de voltarem ao status anterior de inércia ou mesmo de voltar a cavar. Mas para aqueles despertos de que eu tanto falo, não é assim. Eles não têm o menor medo de cair, até porque já estiveram numa situação em que não tinham nada além de seu senso de existência para perder. Então eles nem se preocupam com manter o equilíbrio, porque podem cair quantas vezes for, que sempre encontrarão motivação para sacudir a poeira e continuar a escalada, mesmo que recomeçando do zero. E porque? Porque sabem o que os motiva. Sabem porque estão vivos, simplesmente por já haverem confrontado isso de maneira inesquecivelmente traumática, e ao mesmo tempo construtiva. E não descansarão enquanto não atingirem o lado de fora do poço, mesmo que, na prática, não haja garantia nenhuma de que ele realmente exista.

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Gostaram da Alegoria do Poço? Copyleft RAFA, all rights reserved to humanity.
Tem coisas -- PUM! -- que só o Rafa faz para você.


RAFA @ 17:04 tic-tac-tic-tac

terça-feira, novembro 05, 2002

Preciso de um romance-fugitivo, não de um romance-passatempo.

Aliás, chega de passatempos. Eu quero é ver o oco!

RAFA @ 23:02 tic-tac-tic-tac

Butch: You okay?
Marsellus: Naw man. I'm pretty fuckin' far from okay!
Butch: What now?
Marsellus: What now? Well let me tell you what now. I'm gonna call a couple of pipe-hittin' niggers, who'll go to work on homes here with a pair of pliers and a blow torch.
No one needs to know about this except you, me and Mr. Soon-to-be-living-the-rest-of-his-short-ass-life-in-agonizing-pain-rapist here.

RAFA @ 22:45 tic-tac-tic-tac

Cara, o dia foi foda hoje. Estou à beira da exaustão. Três noites mal-dormidas acabam com qualquer pagão.
Amanhã vai ser mais cheio ainda... mas vai ser divertido. Tem aula com o Garcia.

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Cara, ao que parece todo mundo me adora no MD, menos as pessoas da minha seção. Estou fazendo meu filme por lá. Já conheço mil pessoas, e todo mundo puxa papo comigo. Mas em compensação, ao que parece algumas pessoas da minha seção não me suportam.
Mas meu chefe me adora. Temos uma empatia Botafoguense. Ele não é um cara de Defesa, e certamente está no lugar errado. Mas sabe fazer networking como ninguém. É muito competente nisso, e estou aprendendo isso pra cacete nos últimos tempos. É aquela história: não adianta subir sozinho. Tenha amigos competentes, que gostem de trabalhar com você, e que, principalmente, sejam de sua inteira confiança. Duvidou, lascou.


RAFA @ 21:35 tic-tac-tic-tac

Cara, uma pergunta filosoficamente profunda: Como vc gosta de tomar café? Com muito, pouco, ou sem açúcar?
Depois eu digo a resposta...




RAFA @ 21:08 tic-tac-tic-tac

hahahahahah ótima essa! Adoro quizzes!
RAFA @ 20:51 tic-tac-tic-tac


gemini



What's *Your* Sex Sign?

More Great Quizzes from Quiz Diva


RAFA @ 20:49 tic-tac-tic-tac

segunda-feira, novembro 04, 2002

Estou passando por uma fase de estar cada vez mais convicto das coisas que defendo. Mesmo com todos os argumentos contra (e principalmente de pessoas que insistem em me decepcionar), observo as coisas e só acho argumentos para corroborar o que eu penso.

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Odeio pessoas meticulosas, excessivamente racionais, frias. Daquelas do tipo estrategista, que pensa em tudo, que lo tiene todo arreglado. Não há calor nelas. E justamente por isso é que essas pessoas normalmente não servem para ser minhas amigas.
Sob outra perspectiva, elas representam uma das faces mais feias da natureza humana. Porque uma coisa é você ser "realista" e achar que a natureza humana é ruim. Tem muita gente pessimista no mundo. Mas atirar para todos os lados é outra totalmente diferente.
Todo mundo tem o direito de se proteger. Mas, na maioria das vezes, esse tipo de pessoa age preventivamente, semeando a dicórdia em toda a parte de forma que apenas elas estejam certas. São justamente elas que instauram o clima de desconfiança que atinge a alguns grupos. E não o contrário. Sou weberiano. As pessoas fazem os grupos, e não o contrário. Não adianta vir com "ah, mas o clima nesse grupo já é ruim, então vou me proteger da melhor forma possível, e como vcs sabem, a melhor defesa é o ataque...". Não, não se justifica. Quem vem com essa desculpa é que é o problema.

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Um dia de muitos pensamentos, e nenhum bloquinho de notas para escrever. Se bem que a maioria desses pensamentos vem quando eu estou dirigindo. Então... era melhor arrumar um gravador instead. I'll see to it.

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Depois escrevo mais. Vou comer pastel com o Pedro agora, e depois vou para minha aula de Estatística.

RAFA @ 18:03 tic-tac-tic-tac

domingo, novembro 03, 2002

Cara, eu sou muito idiota mesmo. Sempre falo que os esquemas do REL são podres, e na hora H acabo indo. E achando tudo uma merda.

Nas palavras da minha amiga Jana, que está formando agora: "É, essas festinhas não dão mais para mim mesmo". É uma manifestação da verdade absoluta. E porque? Porque você vai ficando velho. Mas não "velho" no mau sentido. Você cresce. E começa a ver que algumas coisas não dão futuro. E outras enjoam mesmo. Simple as that.

É claro que em parte a culpa foi minha. Estava meio cansado, já emendando da roda de "conversas alto-nível e cachaça melhor ainda" do Dan-Dan, não tinha comido direito o dia inteiro (e fiquei totalmente embrulhado lá), fiquei preocupado com o horário e com as mil coisas que ainda tenho pra fazer esse findi, etc etc. Talvez se eu tivesse comido bem ontem, e tirado uma sonequinha antes da balada, a coisa seria diferente....

Mas na verdade, não seria diferente não. A festa tava fraca mesmo. O lugar é até bem massa, grande, vários ambientes. Mas não tem povo assim no REL pra encher aquele lugar. Bebida marromeno, som baixo (pra não acordar os vizinhos...) e mal-dado (pra quem não entende o que é dar som, eu explico: o cara botou a musiquinha da ragatanga três vezes. E foram as que eu contei!), lugar longe (e gente se preocupando com a volta), combinação noite fria/local ventilado, etc etc.

Mas o pior de tudo não é isso, obviamente. E aí é que cabe a explicação do "simple as that" daí de cima. Cara, as festas do REL parecem uma grande mistura entre sala de estar e corredor da FA. Boa parte das pessoas se vê durante a semana inteira. E aí, qual é o papo? Facul. Ou fofocas maldosas. Ou lobbys e politicagenzinhas baratas para ganhar status e tocar projetos que no fim não valem nada.

Mas o pior: não rola esquema! esse é definitivamente o maior problema das festas do REL. Parecem todos um bando de noviças suíças! Até rolam umas pessoas se pegando lá and stuff, mas assim, é muito light, sei lá. Não tem aquele clima de "uhúuuu bora pra festa!". Acho que a maioria das pessoas do REL se pegam nessas festas por absoluta falta de coisa melhor para fazer. Minha festas de segundo grau eram assim, principalmente as do segundo ano. As do terceiro já eram mais legais... Enfim, não tem empolgação, não tem o vibe. E não é porque eu não tô me deixando entrar no clima, ou não estou percebendo. Não tem vibe mesmo!

Antes de vir para BsB, essas festinhas universitárias eram para mim a minha dose semanal de sacanagem. Até as festinhas lá em Santo Ângelo pegavam fogo depois de uma certa hora. O auge disso para mim foram as toga-parties de Londres, que todo mundo tirava a roupa e se vestia só com um lençol branco, tipo toga romana. Ou as viagens para o ENED quando eu era calouro, com as gurias circulando pelos corredores do hotel in their underwears sem nenhum problema ou culpa. Os as duas incursões secretas a Amsterdam (mas aí eu já tô pegando pesado na comparação). Enfim, o que quero dizer: aquilo sim era festa. Porque festa pra mim tem que ter putcharia. E boa parte da minha tristeza em estar em BsB é a de não ter as putcharias que eu gostava tanto. Isso me deixou muito triste principalmente em 2000, que eu passei o ano sozinho aqui, esperando horrores de coisas, e que não rolou nada.

Uma dessas por mês seria um nível altamente ideal e saudável para mim. You see, não é pedir demais. Eu a-do-ro sair com meus amigos pra falar besteira em barzinho. Posso fazer isso três fins-de-semana em um mês sem problema. Só o que eu quero é ir para uma festa boa por mês. UMA! Será que é pedir demais? Não é não.

Enfim, querido diário...eu cresci. E não vejo mais graça nesses esqueminhas high school. Vou ter que começar a cavar esquemas bons e baratos pra poder manter meu nível de sacanagem mental em um patamar saudável.

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Vou encontrar agora com um esquema inter-estadual. Aguardem updates.
É coisa tipo missão secreta. Deve ser estágio probatório. Os caras lá da ABIn já devem saber que eu tô querendo ir para lá....

RAFA @ 12:20 tic-tac-tic-tac

sábado, novembro 02, 2002

Não postei na sexta. Mas se nem o Danny-boy postou... então tá beleza...
RAFA @ 15:14 tic-tac-tic-tac

Taí, um dos meus esquemas favoritos. Sair com os amigos (os amigos MESMO, ou pelo menos os que eu acho que são amigos mesmo) comer macarrão, ver que the beautiful people (and the freaks that come with them) are all out on the town, dar umas voltas, se perder na Asa Sul, entrar no bar errado, e ao fim, tcha-nam... tomar umas e outras num bar desses da vida, comendo uma mandioquinha e falando muitas besteiras (num tom quase confessional, eu diria).
Sentar, beber e falar besteira: Faz um bem pra alma! E o melhor da noite: Barato! Of course, condição sine qua non para universitários duros como euzinho. Definitivamente, tenho que fazer isso mais vezes.

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Estou me sentindo light esses dias. E ao mesmo tempo, totalmente fora de órbita. Sinto que se a Luana Piovani passasse por mim me dando o maior mole, eu não ia perceber nada. Distraído com absolutamente nada.
(Esse foi um mau exemplo. Eu NUNCA percebo quando uma guria está me dando mole. Às vezes acho que preciso de ser chacoalhado para me ligar de alguns esquemas. My friends do have a hard time with me).

Acho que sei porque. Estou me sentindo inspirado. Poeticamente inspirado, eu digo. Nada no estilo "A vida imita Shakespeare" que eu tenho de vez em quando (aliás, este está entre meus piores palas...). Mas é que tenho me aproximado de umas companhias que tem me feito bem. E o pior, aproximado à distância! Engraçado como as pessoas podem se aproximar à distância. I do it all the time.

Para esta pessoa, que me inspirou (meio sem querer, actually) com esse aqui, a kiss in your heart. (If you ever read that). Foi aniversário deste poeta o outro dia, e faço minhas as homenagens...

"Os Ombros Suportam o Mundo."
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."

*******
RAFA @ 14:55 tic-tac-tic-tac