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domingo, fevereiro 02, 2003
Mudamos para cá
sábado, fevereiro 01, 2003
"Ter vinte e poucos anos..."
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bio Brasileiro da gema, viajante do mundo por natureza. Sagitariano que não teve saco pra ver qual é o ascendente, odeia sopa mais do que tudo no mundo, para ele uma comida mal-resolvida. Recifense de nascimento, carioca de criação e gaúcho por afinidade, tem a grande sorte de torcer para o Sport, Botafogo e Grêmio, seja qual for a divisão. Gosta de sentir a brisa da praia no rosto, de macarronada com muito queijo derretido e do bobó de camarão da mãe. Seus tempos de Colégio Militar no Rio o fizeram um cavalariano orgulhoso, apesar de ainda hoje insistir em querer montar pelo lado direito. Baixista por pura incompetência de aprender guitarra ou bateria, é mestre em gostar de bandas que ninguém nunca ouviu falar. Moço com grandes dotes culinários, amante da boa-mesa, já até sentiu o sabor das nuvens - só não sente de novo porque não tem dinheiro pro avião. Com oito anos decidiu ser piloto de caça depois de ter visto Top Gun no cinema (desistiu aos 16 quando se deu conta que a Marinha não tinha caças e que milico ganha mal que só a porra...). Hoje estuda para passar no Rio Branco, só porque gostou do cafezinho do Itamaraty (o da Embaixada em Londres é ótimo!)Viciado em chocolate por falta crônica de sexo, vive dizendo que um alfajor de chocolate Havanna é quase tão bom quanto uma noitada com a Luana Piovani. Eco-chato assumido, descobriu-se idealista depois de velho - dizem as más línguas que foi depois de ter finalmente entendido Kant, aquele mesmo que ele próprio passou a vida inteira malhando. Reza a lenda que seu idealismo é tão agudo que nunca vai deixar de acreditar em Papai Noel e na ONU. É um dos maiores acadêmicos de seu tempo, com 1,90m de altura, por isso mesmo preferindo as altas: "baixinha dá uma puta dor nas costas" reclama. Don Juan totalmente às avessas, não tem muita afeição por gatos nem a torcedores do Flamengo. Recebeu "com muito orgulho no coração" o diploma de cidadão honorário de Entre-Ijuís/RS, e já vislumbra o Nobel da Paz. Toma chimarrão regularmente, para curar bebedeira e manter a tradição. Sangue O positivo com muita testosterona, sofre de insônia, alergia a pó e falta de simancol. Escreve esse blog porque adora fazer uma graça - só não percebeu que a maior graça na vida dele é ser ele próprio.
sobre o blog *idiossincrasia (id). [Do grego idiossynkrasía: ídios, próprio + sykrasis, constituição, temperamento] S. f. 1. Disposição do temperamento do indivíduo, que o faz reagir de maneira muito pessoal à ação dos agentes externos. 2. Maneira de ver, sentir, reagir, própria de cada pessoa. 3. Med. Sensibilidade anormal, peculiar a um indivíduo, a uma droga, proteína ou outro agente.Porque "Raridades & Idiossincrasias"? Não sei bem ao certo. Achei um título legal when it came out. Um título quase conceitual, eu diria. Sobre as "idiossincrasias", eu uso essa palavra sempre, mesmo soando meio intelectualóide demais pro meu gosto. No entanto, eu normalmente a uso com um sentido um pouco diferente do restrito léxico dos dicionários. Pra mim, essa "maneira de ver, sentir, reagir" se percebe nas menores coisas, aquele tipo de detalhe inerente à sua personalidade que nem mesmo as pessoas que melhor te conhecem poderiam notar. Aquelas pequenas manias, tipo Amélie Poulain, como fazer pedrinhas ricochetearem no canal ou enfiar a mão num saco de tremoço (aliás, enfiar a mão num saco de qualquer cereal é fantástico!). Detalhes pequenos, mas muito importantes. Vitais! Essa é a idéia. Registrar estas pequenas raridades do dia-a-dia. Ou também as raridades que parecem grandes, mas que no final são igualmente pequenas. Isso faz parte do meu esforço de perceber a realidade ao redor com olhos mais clínicos, para poder enxergar a beleza dessas coisas. A manteiga derretendo no pãozinho quente, o cheiro fresco de grama molhada de chuva, essas coisas... Enjoy the experience! eu apóio credits |