R&I versão 1: Heathen World
domingo, fevereiro 02, 2003

Mudamos para cá

Go!



RAFA @ 20:25 tic-tac-tic-tac

sábado, fevereiro 01, 2003

"Ter vinte e poucos anos..."

Isto é chamado de "crise de um quarto de vida". É quando você pára de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso.

Você começa a sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora.

Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes. O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você.

Você olha para seu emprego...e não é nem perto do que você imaginava que estaria fazendo, ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar.

Suas opiniões se tornaram mais fortes. Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certo limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.

Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida. Você se sente sozinho, assustado e confuso.

De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente.

Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor. Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa. Ficar com alguém por uma noite ou galinhar começam a parecer ridículos.

Agir como um idiota se torna patético. Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões.

Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro e construir sua própria vida...e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum. Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos acabar com isso.

Envie isso para seus amigos de vinte e poucos anos...pode ajudar alguém a sentir que não está sozinho nesse estado de confusão...

RAFA @ 12:52 tic-tac-tic-tac

domingo, janeiro 05, 2003

Em homenagem ao Ano-Novo, aqui vai uma do Drummond.
Sei que festividades e reflexões sobre a passagem do ano não estão mais em voga, mas como a coisa toda oficialmente só termina amanhã, Dia de Reis, então acho que estou perdoado. Pelo menos para os cristãos.

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

*******
Filosofando...

É minha gente... eu já dizia, quando falei sobre a diferença entre as figuras "ativa" e "reativa", e sua influência para a felicidade humana.
Essas pessoas que tomam resoluções de Ano-Novo, por mais que sejam bem-sucedidas em realizá-las, as tomam baseando-se em uma cenário externo. You see, o estímulo para a mobilização e para fazer as coisas vem de fora do indivíduo. Então, quando o estímulo cessa... a casa cai.

Não estou bem certo, mas do alto de meus (agora) 23 aninhos, algo me diz, deep inside, que a felicidade depende de um ato de vontade. Uma atitude resoluta de chamar a responsabilidade para si mesmo, e parar de vincular seu conceito de felicidade a algum fator externo, como um emprego, uma pessoa, um casamento, namorado, whatever.

Reagir às situações que se apresentam e adaptar-se ao ambiente não faz ninguém feliz. É preciso agir, e fazer com que o ambiente adapte-se a você. In a broader perspective, o próprio progresso da humanidade dependeu, em última análise, da adaptação do meio ambiente em prol dos desejo dos homens.

A felicidade é um ato de vontade. E não depende de maneira nenhuma de cronologias. "Tudo muda, o tempo todo, no mundo" já dizia a musiquinha. A gente é que se ilude, e acha que nossa vida é feita de "processos"... Bullshit! Cronologias não valem nada, já dizia o Drummond aí em cima. O que interessa é sua atitude. E aí, vai ser feliz ou não vai? Só depende de você.

É loucura minha, eu sei... mas como diria uma amiga minha, ao citar Weber, "o progresso depende dos loucos"...
RAFA @ 11:32 tic-tac-tic-tac

sexta-feira, janeiro 03, 2003

Desisto. Não vou escrever tudo o que eu tinha escrito antes de novo. Tô sem paciência, tá tarde... não dá.

Amanhã se eu tiver tempo eu escrevo. Mas já vou adiantando: é sobre o quinto movimento da 6a. Sinfonia, a "Pastoral", de Beethoven. Não, meus queridos, não é a Abertura da sinfonia não. Ela até que é legalzinha... mas eu estou me referindo mesmo ao quinto movimento. Prestem atenção nisso quando vocês forem baixar nos seus KaZaas da vida.

É uma das minhas clássicas favoritas, e eu me lembrei dela no outro dia... ai ai ai. Já tô escrevendo até demais pra quem tava sem paciência. Stay tuned.

Amanhã vai ser um dia cheio... Acabei de ler na Folha online que é possível que o Lula suspenda a compra de caças para a FAB ! Ai ai ai, já tô até com medo do que eu vou ouvir.
RAFA @ 00:34 tic-tac-tic-tac

Eu estou virando especialista em perder meus postings aqui.
Acabei de perder mais um. Não tão grande, mas mesmo assim. A vontade que dá é de gritar, mas já passa de uma da manhã... e além disso acho que eu já tô até me acostumando. Já dá pra contar até dez e engolir a seco o desastre.
O foda é sentir-se compelido a escrever tudo de novo.
Que raiva.

*******

Momento Be Very Afraid #1.
Olha só o meu horóscopo de hoje!!!

"Você vê tudo de forma alegre ou dramática demais. Tente cultivar sentimentos de simplicidade em você para conseguir lidar melhor com suas emoções.
Dica do dia: Toda essa harmonia que está reinando no seu trabalho vai repercutir no seu lar hoje. A sensação de bem estar com o começo de ano vai fazer muito bem a vocês."

That's just so tipically me!

RAFA @ 00:18 tic-tac-tic-tac

quarta-feira, janeiro 01, 2003

Um fragmento de um e-mail que eu mandei ontem para a Pretinha, só pra explicar a coisa do posting perdido... (Obviamente, partes sensíveis são omitidas...)

"Enfim, about me... Eu acordei tão triste hoje!!!! Sério cara, lembrei de umas 300 mil coisas ruins que rolaram esse ano, e ainda mais com esse clima de apatia aqui em bsb, me deu um desânimo..... nem queria sair da cama hj.Fui pro trabalho, não tinha nada pra fazer nem ninguem para encher o saco, comecei a escrever um posting gigantesco no meu blog. E na hora de postar, BUM! Perdi tudo num erro do Explorer..... que RAIVA que me deu, Prê... Mas só de escrever umas coisas já melhorou o meu humor, fiquei bem melhor... já até pensei sacanagem hoje, pra variar...heheheheh... Primeiro lembrei daquela tarde (...censored...) até olhei pro lado pra ver se não tinha ninguém vendo mesmo...heheheh.... Depois lembrei do amasso (...censored...) Cara, o ser humano é um bicho esquisito mesmo, quanto mais pisa, mais gama. Que beijo bom! E acho que não foi nem pelo beijo em si, mas pela expectativa... Pra vc ver como eu me fodo nessa vida! EU ME FODO MUITO!!!!! "

É galera... a expressão escrita tem um puta efeito terapêutico.... escrever realmente faz vc ver as coisas sob outra perspectiva. Vai ver é por isso que só pessoas deprimidas têm blog. Teve um tempo que eu achei mesmo que eu devia parar com isso. Falava pra mim mesmo "fala sério, essas pessoas que se lamuriam online, quando podiam estar fazendo alguma coisa..." Em grande medida ainda acho isso, mas por via das dúvidas, já que é uma coisa que tá me fazendo bem, o brogue fica no ar.

*******

Como hoje é primeiro de janeiro, não posso deixar de escrever my hopes for the new year. Primeiramente, devo começar com uma liçãozinha que eu aprendi do reveillon passado pra cá. Depois do reveillon 2001-2002, tinha prometido a mim mesmo que nunca mais passaria a virada do ano em Brasília, por aquelas razões de sempre, nào tem ninguém na cidade, tá sempre chovendo essa época do ano, reveillon na Esplanada é mor deprê, etc etc etc... Esse ano, cá estou eu na capital federal mais uma vez para a virada, e pior, por escolha própria. Eu explico: my dear mother queria porque queria que eu passasse o natal em casa. Daí eu negociei: "Eu viajo no natal, mas no ano novo pode deixar que eu fico com vcs..."

É minha gente, life is just a big trade-off. Moral da história: nunca imponha metas a si mesmo que você não tem noção que podem ser cumpridas. Metodologicamente, separe o que é 'objetivo' do que é 'variável' no sistema. é claro que passar o reveillon em bsb não estava nos meus planos. Mas, como não é um objetivo em si mesmo, é o tipo de coisa que roda quando a coisa aperta. O que pretty much qualifica isso como variável no sistema. Entenderam?

Enfim, não sei o que será de 2003, mas anos ímpares costumam me dar mais sorte. 95, 97 e 99 foram anos bem legais. 2001 também, apesar da coisa toda ter feito água de setembro pro final. E seguindo o modelo de não pedir demais nem estabelecer metas sem-noção, eu quero coisas simples. Vocês sabem da minha predileção por fazer top-fives, mas como é muito difícil priorizar neste caso, vou apresentar as cinco metas sem hierarquia. Feito?

Bem, em primeiríssimo lugar, me formar. Não agüento mais essa lenga-lenga administrativa da UnB, só faltam mais 3 matérias pro meu diploma de REL, e eu já estou desde 97 na Universidade. Não aguento mais me sentir passado para trás. Acho que vou engage a campaign on this issue. Me formar abriria algumas portas para mim com certeza. Se eu tivesse um canudinho...

Segunda meta: ganhar uns 8 quilos. Eu não engordo de verdade desde 96, então algo está bem errado nessa história. Tenho que malhar sério, comer melhor, e fumar menos ainda. And that's gonna be the most painful, for sure.

Terceira meta: be promoted lá no MD e ganhar mais, pelo menos o suficiente para meus luxinhos e momentos self-indulgement. As coisas nesta última viagem teriam sido beeem diferentes se eu estivesse mais folgado de grana, definitivamente. A coisa do MD já está mais ou menos em execução, vamos ver se rola mesmo. Mas se não for lá no MD, pode ser anywhere else. Só quero fazer o que gosto e ganhar o justo por isso. Dois paus would be fair enough.

A quarta é acadêmica. Publicar meu study guide, escrever uma ótima dissertação final de graduação, ter um bom AMUN. Se a coisa da pós-lato lá na UnB em Dir. Int'l dos Conflitos Armados der certo, it's gonna be heaven...

Last but not least.... um relacionamento estável. Por mais que a coisa toda esteja (bem) mais frequente agora, me falta someone for the long run. Principalmente depois de constatado o trauma: eu nunca fiz um ano de namoro com ninguém! How absurd... Enfim, uma pessoa linda, que me dê colo and lots of sex... hahahahah....

Será que papai do céu me atende dessa vez? Eu nem to pedindo muito... o Rio Branco e o mestrado fora podem ficar para 2004...

RAFA @ 22:11 tic-tac-tic-tac

Estou um bagaço só... Fui para a posse de sua Excelência, o Presidente da República.

Being really honest? Estou meio disappointed. A coisa toda foi um caos! Sério mesmo, se nós brasileiros já demonstramos ser competentes o bastante para fazer uma transição democrática, ainda não o fomos para fazer um cerimonial organizado. Coisa mais feia, as pessoas se amontoando, ninguém circulava direito... putz! Que galera mais sem-noção!

Bem, isso é o que eu chamo de falta de cultura institucional. Ainda não conseguimos estruturar uma liturgia para a democracia brasileira. Vou pensar nisso nas próximas semanas, com certeza. E podiam começar revendo os uniformes da Guarda Presidencial, que além de terem um modelo pra lá de feio e desatualizado, é mal-cuidado. Isso é que dá, vacas magras nas Forças Armadas tanto tempo....

Depois, podiam pensar em dar antes das cerimônias uma cartilha para os presentes, informando que compotamentos de exceção (tirar fotos e fazer corpo-a-corpo) atrasam o cerimonial e dão a maior dor de cabeça. As pessoas realmente não se dão conta que as autoridades estão lá para o país, e não para dar atenção a cada uma delas.... Just absurd...

Mas, no final, foi legal ver algumas coisas serem ditas. Enfim, I hope things change this time...

*******

Amanhã algumas coisas devem mudar lá no ministério, eu só não sei bem o que, ou quem. Vamos ver.

Só sei que levarei meu chimarrão para o trabalho, e o deixarei por lá. Estive pensando, e cheguei à conclusão que a minha ida ao Sul agora trará como conseqüencia a retomada de um paradigma de ação, abandonado quando comecei a me adaptar a esta cidade.

*******

Todo mundo precisa de uma âncora. E aqui em BsB, com tanta gente de fora, todo mundo tem a sua nos seus lugares de origem. Obviamente não conto as pessoas 'nativas' daqui, que são bem raras, principalmente no meu meio. Eu mesmo nunca tive nenhuma âncora, como vcs sabem fica bem difícil se vc foi cigano a vida toda. Nasci em Recife, terra dos meus pais, e ia para lá todo fim-de-ano quando era mais novo. Mas... nunca me senti como sendo de lá, até porque todo mundo por lá sempre fez questão de me tratar como "o de fora". E mais: Recife pra mim sempre foi lugar de chill out. Never posed any challenges. A sensação que eu tinha era que eu sempre estava um passo à frente dos demais lá. And surprisingly that was not good.

Até agora o lugar que eu morei mais tempo foi o Rio, ao total 6 anos. Seria de se esperar que a minha âncora fosse lá. Mas... bem, pra mim rola uma incompatibilidade da cultura local com a minhe personalidade mesmo. Nunca gostei dessa coisa "malandragem". Além disso, I never really dug the place. Eu gostava (e gosto muito ainda) da Urca, lugar onde eu cresci, mas nunca gostei muito do resto da cidade. E por isso fico bem restrito àquela área quando vou pra lá.

Porque eu estou falando isso? Porque hoje, ao ver as bandeiras do RS e as pessoas pilchadas lá na posse, fiquei pensando no que aquele lugar significa para mim. O RS para mim é diferente... E tem uma certa lógica. Afinal, foi o segundo estado que passei mais tempo, e isso contando o tempo lá em Santo Ângelo, que com certeza me marcou muito. Não tenho certeza, mas acho que o que rolou por lá foi uma identificação profunda, não só com a história e com os feitos heróicos, mas com o jeito de ser das pessoas. Não há lugar no Brasil onde o senso de nacionalidade seja tão agudo e perceptível. E isso soa como música para quem, como eu, escolheu o Brasil como religião.

Mas é um pouco mais que isso. Quando fomos pra lá em 97, vínhamos de 3 anos direto no Rio. E lembro que o clima na família era de "estamos de saco cheio do Rio, dos engarrafamentos, da violência urbana, dos problemas de big city". Era pra nunca mais voltar, só a passeio, e só no nosso 'feudo', a Urca e vizinhanças. E ir para um lugar tão oposto, uma cidade pequena e tranquila como Santo Ângelo, se a princípio foi um choque, a longo prazo nos mostrou qual era o significado da expressão "qualidade de vida". E foi isso o que eu pude experimentar de novo lá em PoA esse fim de ano.

O mais engraçado é que eu, quando estou por lá, às vezes gosto de deixar claro meu status de observador externo, e faço até minhas resistências... mas acho que é só pra ver como eles se portam em reação. É engraçado... as pessoas lá fazem o possível para te deixar num patamar igual. É bem verdade que muitas vezes lá em Santo Ângelo me tratavam feito o "bichinho", o diferente... e eu sofria pra caramba com isso. Mas hoje, pensando bem, percebo que isso era a exceção.

Não me considero gaúcho, estritamente falando. Prefiro o status de "observador bem engajado", como diria o Aron. Mas não posso negar que a combinação dos fatores identificação pessoal e senso de aceitação me fizeram muito. Sim, me considero gaúcho de coração, ou pelo menos por opção. So what?

Um dia ainda volto pra lá, para estabelecer a minha "âncora externa"... de preferência numa estância lá em Santo Ângelo, ou num sobrado daqueles perto da Redenção, em PoA. Quem sabe, até arrumar um 'cobertor de orelha' por lá... Mas acho que vou ter que ganhar um pouco mais before making any plans. Até lá, please, não encham meu saco se eu quiser tomar meu chima ou botar "os Serranos" no meu mp3 player. Am I making myself clear?

Eigalê véio guasca!!!
RAFA @ 20:55 tic-tac-tic-tac

terça-feira, dezembro 31, 2002

Ai...........
Murphy é um filho da puta!!!!!

Acabei de escrever um posting mega-grande, e perdi TUDO!!!!

RAIVAAAAAAAAA!!!!!




RAFA @ 09:50 tic-tac-tic-tac

segunda-feira, dezembro 30, 2002

Finalmente, cá estou eu, em casa. Domingo, 29 de dezembro, 22 e poucas horas.

O que dizer? Como falei no telefone com a Pretinha agora há pouco, é simplesmente muita informação para processar. Foram duas semanas de louco, tanta coisa nova e diferente, tantos sentimentos contraditórios e confusos, ao mesmo tempo um senso de empolgação e outro de decepção tão fortes que quase explodem. Dramático? Pois é. That's me. Enjoy it...

Saí de casa dia 12, quinta-feira, de noite. O ônibus da UnB chegou lá em São Paulo por volta das 3 da tarde, e aí aquelas coisinhas básicas... se instalar, tirar o terninho e se preparar para a opening ceremony. O MONU foi bem legal, tirando aquelas coisinhas de sempre: not academically brilliant, algumas pessoinhas (muito) bizarras, mas enfim, muito legal. Realmente me surpreendeu, porque eu estava esperando o próprio samba do crioulo doido, tipo foi o MONU do ano passado.

A primeira balada foi lá na casa da avó do Ge(ne)raldo, bastante produtiva, eu diria... Gente nova, novas amizades, é, eu tava animado. Lá consegui finalmente acertar os ponteiros com a Dani, or at least I thought I had, mas isso é ooooooutra história... Enfim, very good indeed.

A cena do MONU: saindo da balada do Mondo, às 5:45 da manhã, apenas uma meia dúzia de pessoas resistindo na boate, assistindo a uma cena ao mesmo tempo bizarra, divertida e histórica. João Marcelo e Fernanda, num verdadeiro duelo de opiniões. De um lado, a política nua e crua, o ultra-realismo mascarado do JM, e do outro, a filosofia jurídica, a fundamentação do ideal, da Fê. Olha, essa cena pra mim pagou a minha ida à SP. Fernanda ganhou agora um fã incondicional: eu mesmo... Gentem, eu vou ser é pupilo dela, só pode! She said just everything I wanted to say, but I never could, due to lack of preparation, time, and patience. Pra vcs verem o nível da conversa, eles foram de Wittgenstein à Escolástica, passando pela Suma Teológica... Podem imaginar? E na volta, o JM ainda me perguntou o que eu achava. Eu repondi "meu amigo, às 6 da manhã e depois da balada, eu não acho é nada..." Abalou!!!

E o MONU went out just fine. Nada mal para meu último modelo como delegado (e agora é sério...) , acabamos uma sessão mais cedo, então aproveitei e fui em todos os comitês fazer a social. Awarding ceremony, mais uma menção honrosa, e pessoas mui passadas por eu ter ficado com a diretora na noite anterior... I still don't know what to think, but I really couldn't care less for what people think about awards. Enfim, um fim tranquilo para minha Model UN career... e no quesito pessoal, um placar muito mais do que favorável, if you know what I mean... Goleada, at last!

Um revés pesadaço: estava certo que a minha mudança de curso sairia este semestre. Mas... não abriu vaga! Isso mesmo, o REL não abriu vaga de transferência e agora eu estou numa sinuca de bico. Entrarei "em condição" semestre que vem, for sure, e não sei o que vai acontecer. A opção vestiba vai ficando mais próxima, e eu cada vez mais assustado. Enfim...

Fiquei mais 3 dias em Sampa, e aí, uns programinhas básicos: passei meu aniversário roaming alone pelo Ibirapuera, pensando na vida. Foi bem produtivo. Depois, umas baladinhas com a galera de Sampa, a Fê, Ju, e Dani. Minha última noite lá foi algo de esquisita, muitas atitudes confusas... eu simplesmente não sabia o que fazer. Juro a vcs que teve uma hora que olhei para o céu e perguntei: "what now?". E agora, o que eu faço? A resposta veio soft and swift. Uma vozinha lá dentro me dizia "Please don't worry about a thing, cos every little thing is gonna be alright... não pense nisso agora, apenas siga o vento. "

E eu, marujo velho, mandei içar as velas ao máximo. E elas me levaram a Porto Alegre.

*******

Não haviam mais passagens para PoA quando fui comprar lá na Rodô de SP. Também não tinha para BsB. O que isso significaria? Ficaria mais 3 ou 4 dias na casa da Adiane antes de embarcar para qq lugar, o que era francamente um absurdo, já que eu já estava lá fazia quase uma semana. era abusar demais da paciência da coitada.

Parecia uma sinuca de bico. Nessa hora fiz as contas e constatei: não tenho dinheiro para uma semana em Porto Alegre. Na verdade não tinha dinheiro para porra nenhuma. All I knew was that I had to buy a ticket, to anywhere at all. E tinha que ser naquele curto espaço de um ou dois dias no máximo. Nessa hora bateu o desespero, e pensei seriamente em cancelar todos os meus planos de Porto Alegre. A viagem não ia sair.

Mas aí, olhando para uma placa, lembrei que a caloura Bia tinha me dado o número dela de Criciúma, e pensei em fazer uma ponte por lá. Liguei para ela, sondei a possibilidade e.... Bingo! A little more than 24 hours later, lá estava eu no busão, heading south to Criciúma, bound to Porto Alegre.

Loucura? Acho que não. Acho que foi aquela estrela que só os viajantes têm. Mas minha situação não tava nada easy. Não tinha noção quanto dinheiro ainda restava na conta, nem se iria ter reforço, e quantos dias poderia passar em PoA. Com um agravante: a Geisa ia para a formatura do pessoal lá em Santo Ângelo, e só iria chegar em PoA 24 horas depois de mim.

De SP a Criciúma, tranquilidade total. Noite, ônibus leito, energias renovadas. A ponte com a Bia funcionou que foi uma beleza; tive tempo apenas de almoçar com ela num shopping lá em Cri, e embarcar just in time para PoA. No ônibus para Porto Alegre, me liga a Geisa: o carro dela tinha quebrado no meio do caminho para Sto. Ângelo, e ela tinha officially given up from going to the prom. Ela então estaria lá para me receber.

Cheguei em PoA num nojo só. Tenho que aprender que viagens longas de bus são realmente repugnantes... mas se não fosse difícil, onde estaria a fun disso tudo? (Me peguei pensando nisso várias vezes nos dias seguintes...). Mal tomei banho, já fui com a Geisa e a Bi lá na Casa de Cultura Mário Quintana, ver o filme "Edifício Master". Eu tava novinho em folha, tinha dormido no bus, tava animado pra night. Comemos um Xis no Cavanhas da Lima e Silva depois, e por último, balada du róque na Dr. Jekyll. Muito legal lá, só róque das antigas, com músicas que fizeram a trilha sonora dessa viagem, como "Back on the Chain Gang" do Pretenders, e "Roam" do The B-52's (aliás, A MÚSICA desta viagem). Porto Alegre tem uma aura de rock muito legal, muitas bandas massas, uma coisa que BsB já perdeu. Balada massa mas curta, a Bi estava cansada e fomos embora cedo. E esse foi meu sábado, dia 21 de dezembro.

Domingo 22. Acordamos e fomos ao tradicional Brique da Redenção, só umas 3 quadras da casa da Gê, na Lopo Gonçalves. Tinha que resolver logo quantos dias iria passar lá, então me apressei em ver quanto dinheiro eu tinha na conta. Como se diz por lá, "nos bandeamos" para a Rodô, e constatei: eu não tinha quase nada, tipo, imaginem o suficiente para passar mais um dia apertado e voltar para casa. I had to call mom, e ela me depositou unzinho no dia seguinte. Bronca tomada por telefone, passagem comprada com estimativas mais que otimistas (comprei para a sexta, último bus que poderia tomar se quisesse chegar em bsb a tempo de trabalhar segunda), voltamos para casa. Demos mais uma volta no parque antes, onde eu e a Geisa tivemos uma "conversinha"... nada agradável para mim, mas que eu de certa forma já estava devendo a ela. Scary at first, weird at last, and a sense of regret in the air, do tipo "vc acabou de fazer a merda da sua vida, you freak..." Mas enfim, entre mortos e feridos, chegamos em casa, e liguei para a Caju. Ela estava em PoA tbem, na casa de um amigo, e iria embora no dia seguinte. Marquei de tomar um chope com ela no Tropical da Goethe, eu ela e a Ge. E para lá fomos. Chope, Xis, batatas, despedidas, Boas Festas e até ano que vem. Caminha.

Segunda, 23. A Gê tinha que resolver coisas do office dela, e me carregou junto. Tentamos ir ao museu da PUC, mas estava fechado. Acabei conhecendo o escritório dela, e o outro lado da cidade, and the people who work with her. Nesse dia realmente vi que o sistema de transporte público em PoA funciona bem para caralho, coisa muito bem executada. Na volta, passamos no Nova Olaria, e que lugar muito massa!!! Como vcs devem imaginar, era uma antiga fábrica de tijolos na Lima e Silva, que estava abandonada mas que foi recuperada por arquitetos e engenheiros para se tornar um entertainment centre, com uns cafés, barzinhos, bancas de revista, cabeleireiro, uma CD-shop muito maneira, e um cinema. Vimos "Cidade de Deus", que para mim foi o filme deste ano, ocupando o lugar de "Amores Perros" de 2001. Ainda meio passado do filme, fomos para o Praia de Belas shopping, ver algumas coisinhas. Queria comprar uma máquina fotográfica dessas descartáveis para mim, mas não deu. Depois de uma good browse na Saraiva megastore, onde vi o livro de DIP do meu querido tio Del'Olmo De Sto. Angelo sendo vendido (Lindo!) a Geisa comprou um perfume. Esse foi o melhor dia para a cabeça, onde realmente rolou aquela velha química rafa-gê de papos e ararás... Fomos para casa, para descansar at last.

Terça 24. Dia cheio, e de caminhadas. Começamos pelo Estádio Olímpico Monumental, praça-forte do Campeão do Mundo, o Grêmio de Fott-ball Porto-Alegrense. Fotos. A little walk in the rain, rumo ao bairro Menino Deus, onde subimos no morro Santa Tereza (acho que é esse o nome... é aquele das torres de TV) onde tem um mirante (ou belvedere, as I've learned). No caminho, um Xis delicioso num lugar, Arvorezinha eu acho, padoca responsa. Tiramos algumas fotos da cidade lá do mirante, um clima pra lá de romântico, mas pelo jeito só pra mim mesmo, não rolou nuthin' lá em cima. (Somebody's gonna kill me when she reads it...). Mais tarde, festa de Natal na casa do tio Luís, cara muito sangue-bom. Eu tava num clima péssimo, Natal never meant much to me, e algumas lembranças de Sto. Ângelo resolveram me atormentar no dia. Acho que foi aí que começou meu surto "maniac-sentimentalist-dependant" porto-alegrense. Sério mesmo, I was expecting Bosnia daquela ceia de Natal. Mas no final das contas, a festa foi bem bacana. Bem típica, pra começar: música gauchesca e chima. Ganhei uns bilhetes de loteria, e um pacote de erva-mate, very funny indeed. Voltamos para casa, para nos preparar para a balada do ano...

Essa merece um parágrafo à parte. Que o Opinião é o melhor bar que eu já fui na minha vida, isso é um fato. Que Bob Dylan, Eric Clapton, Mark Knopfler e outros deuses escolhem aquele lugar sempre que querem baixar do Olimpo, isso também todo mundo já sabe. Mas ninguém podia me preparar pra balada que iria se seguir. 25 paus, ceva, água e refri liberados a noite toda, duas bandas del carajo, uma de róque-cover e a outra de samba-rock-funkeado muuuuito massas, e a mulherada que só dá em PoA. Liguei até pro Leandro de tanta empolgação: era impressionante a quantidade de mulher bonita, dava pra contar numa mão as que eu NÃO pegava, isso já contando minhas não poucas exigências... Eu lá, testosterona à flor da pele e umas cervejas a mais na cara, não resisti: sambei que nem gringo novo no morro da Mangueira. Me diverti tanto que nem liguei quando uma loira desalmada, depois de umas 5 ou 6 músicas agarradinhos, não quis me dar um beijo... E essa foi a balada do ano, melhor inclusive que a de Bê-Agá no Mundial, em Março (acreditem!). E mais: sem beijo na boca. Se tivesse rolado beijo então, quem sabe essa não teria sido a da década! (se tivesse rolado foda então, ia ser a do século!!! E por aí vai, nunca se sabe onde se vai parar, né?...). Fim de brincadeira, 6:30 da manhà e sol já meio alto, fomos eu e Geisa nos arrastando dois quarteirões para casa, simplesmente trêbados, nos questionando porque o ser humano faz isso com ele mesmo. E lá fui eu, cheio de abordagens antropológicas-culturalistas, contra qualquer Rousseau que me aparecesse pela frente, sem a menor noção do que estava falando. E com a testosterona a mil por hora!

Quarta: seqüelados total depois da balada, fomos para um churrasco de dia de Natal na casa do tio Luís. Almoço legal, papos nota dez, coisa típica mesmo. Adorei o tal do tio Luís, cara muito pra frente, genuinamente sangue-bom. No feriado, passe livre nos ônibus (gostei muito dessa...) e back home, preparamos um chimarrão, e fomos tomar na Redenção. eu ela e Guilherme. Parque lotadaço! Sério, nunca vi parque lotado assim, nem na Europa. Realmente, PoA tem qualidade de vida. Teve direito até a gay couple enjoying themselves in the grass... Uma cidade tolerante, na medida do possível. Dava para ouvir os comentários preconceituosos, mas ninguém fez nada. No quesito gay-friendly, not a bad mark, but not good either. Noite sem baladas, só sorvete... e mais um ataque de "you-know-what-I-mean".

Quinta, outro dia cheio. fomos ao centrão dar umas bandas. Começamos pelo Mercado Público Municipal, passeio legal, regado a iced tea, cigas, conversas, e mais uma sessão de amazing friend chemistry rafa-gê. De lá, rumo à Rua da Praia, e ao Memorial do Rio Grande do Sul. Esse foi o momento academic da viagem, deu pra rever tudo que aprendi ao longo de tanto tempo morando por essas bandas. A história deste lugar é realmente fantástica. Mico: ver figuras tão legais, como Noam Chomsky e Boaventura Sousa Santos, ao lado de freaks como José Bové, Stédile e Guevara, no memorial do Fórum Social Mundial, para mim algo do caralho, mas que tinha que selecionar melhor as pessoas. Adoro a esquerda inteligente, e sinto que PoA pode ser o centro mundial dela, é só querer... Do lado, o MARGS, Museu de Arte de RS, nada de especial e nenhuma mostra específica. De lá fomos para o cisne branco, um passeio de barco de uma hora nas águas do Guaíba, muito legal. No caminho, fiquei meio 'toda-toda' e acabei falando o que não devia, meio na empolgação da balada 'entra amigas' que teríamos depois no Ocidente. Como diria o velho Shakes, "Da verdade só deve subsistir o mínimo necessário para o convívio social"... sábio bardo de Stratford. Enfim, o passeio foi algo de contemplativo, alguns papos esquisitos de minha parte, e nada mais. Na volta, caminhada pelo centro, com direito à paradinha lá na Usina do Gasômetro for some breeze and a coconut, e por fim, volta para casa pela ensolarada rambla do parque Marinha do Brasil.

Balada de quinta: Queríamos ir lá no Ocidente, na Osvaldo Aranha, a.k.a. rua dos maaaaaalas de PoA. Passamos para pegar a Ju some blocks away, e fomos caminhando. Realmente, só malas na rua, até me ofereceram coca, mas nada lá that dangerous. Ocidente fechado, destinações secundárias também, sem grana para ir ao Barbazul ou para o Dado, acabamos quebrando para um barzinho lá na Lima e Silva mesmo, o Insano. E lá, o ensinamento número 1 de Porto Alegre: Cerveja Polar é o que há! Mais um gin-tonica e eu já tava em ponto de bala. Conversa vai, conversa vem, mais uma noite de amazing chemistry, e voltamos para casa. E lá, the moment we were all waiting for... mas em respeito, não vou contar nada. Apenas conto para você, my dearest diary, que foram os cinco minutos mais esperados e bem aproveitados deste ano. A primeira vez que eu consigo realizar o #1 de minha wishlist, ever. Well, maybe God looked at me that night. Uma cena que eu ainda vou levar na cabeça por algum tempo, my little devil...

Dormi o sono dos vencedores, esperando o último e derradeiro dia. Muitas, mas muitas falhas de comunicação nesse dia, o que me deixava meio (ou muito) agoniado. Pedimos um xis no Cavanhas as a last meal in town, arrumamos as malas e esperamos as horas passarem. A despedida veio sui generis, meio aos trancos e barrancos, de duas pessoas que estavam falando línguas diferentes e sem conseguir se entender, mas ainda fingindo o entendimento para acabar tudo bem. Ela foi para a praia, encontrar com a Bi, e eu ainda teria algumas horas pela frente. Graças a Deus, não tive muito tempo para remoer esse momento não. Estava até meio frail, mas a correria das últimas coisas para acertar da viagem me entretiveram o suficiente para não pensar em nada. Fui ao Praia de Belas comprar algumas cositas, comer, sacar dinheiro, revelar fotos... Na correria, nem me despedi dos pais da Ge.

Meu ônibus saiu de Porto Alegre junto com o sol no Guaíba. Nada mais justo, cheguei aqui hoje com o alvorecer no Planalto. Life goes on, my friends... Cheguei em casa, tomei um banho, chequei meus quase 300 emails acumulados, e comecei a resolver as milhares de coisas que ficaram pendentes destas duas semanas. E aí, a pergunta inevitável: será que valeu a pena? A resposta? Acho que sim. E porque? Sinceramente NÃO SEI. Há coisas que só o destino pode explicar. Não sei se deveria ter ido ou não, mas o fato é que fui, vi, fiz e falei, and there are no regrets for that. Life is not a big rehearsal! Tudo o que sei é que saí de Brasília cheio de certezas sobre minha vida and my latest developments, e agora de novo tenho dúvidas, e devo dizer, muito saudáveis! Terei o que pensar sobre neste mês, se o AMUN e a Jessup me deixarem. Mas por enquanto, dá um tempo malandro, que amanhã é dia de branco.

Para acabar este posting, outra de meu favorito, Fernando Pessoa. Ele, como Shakes, entendia desse babado forte que é a vida. Vou ficar devendo o título.

"Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!"

Fernando Pessoa
(Bravissimo!)

Luv,
RAFA

RAFA @ 01:13 tic-tac-tic-tac

terça-feira, dezembro 24, 2002

É minha gente... ESTOU VIVO!
Sei que faz muito tempo que não escrevo nada aqui...mas é que ultimamente meu acesso à internet está mais que precário.
Muito a escrever, pouquíssimo tempo... vamos lá.

Passei uma semana em Sampa, e agora estou em Porto Alegre. SP foi legal, fui para o MONU e fiquei 3 dias "extras" lá. Programinhas básicos: passei meu aniversário lá, caminhando pelo Ibirapuera e pensando na vida, fui em uns barzinhos muito massas por lá, inclusive o tal do Original em Moema, um dos melhores chopes que eu já tomei.

Cheguei em Porto Alegre sábado, depois de uma escala rápida em Criciúma. Cara, vou ter que sentar mais tarde para fazer uma reconstituição dos últimos dias, simplesmente muita informação para assimilar. Domingo tomei um chope de noite com a Caju, que também estava por aqui, e a Gê. (hehehehehh morram de inveja cuecas de plantão!). Já vi dois filmes, "Edifício Master" lá na Casa de Cultura Mário Quintana, e "Cidade de Deus" ontem lá na Nova Olaria (aliás, que lugar!!). Hoje, festa de natal lá no Opinião. 25 paus, ceva liberada.... e ainda pertinho de casa.... pra voltar se arrastando!!!

Aliás, se me permitem o comentário: A balada dessa cidade é simplesmente fantástica! God save Porto Alegre (and its people!!!)

Enfim galera....depois vou pegar um papelzinho e fazer a reconstituição desses últimos dias, do MONU até agora. Stay tuned!!!

Cheers!!!!!!

RAFA @ 13:36 tic-tac-tic-tac

quinta-feira, dezembro 12, 2002

Acabei de voltar do almoço-reunião do Jessup com o Garcia. Só tenho uma coisa a dizer: "vontade de potência"...

É sério: quatro cabeças comprometidas podem tocar um projeto sozinhas. Nesse caso, eu, J.D., Robson e o Garcia. Hoje nós assumimos perante todos o compromisso de carregar o piano até fevereiro. Nada agradável, mas sei que seremos reconhecidos pelo esforço.

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As coisas seriam tão mais fáceis para mim se eu tivesse só um pouco mais de grana... veja só: eu poderia estar de volta para a festa do CEDI-PNUD quarta-feira lá no Blue Tree. E depois, ia quebrar direto para PoA.

Mas na verdade não é por isso que eu falei isso. O fato é que a ascensão social é algo realmente difícil. É só ver o quanto ganham esses caras já bem-nascidos, que conhecem todo mundo e frequentam todas as festas "oficiais" (não vou falar "baladas", vou passar 5 dias agora ouvindo aquela gente que fala cantando...).

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Galera, meu dia começou cedo hoje, e está MUITO corrido. Não terei tempo para respirar até as 22:30, hora marcada para o ônibus sair da UnB. E ainda paira a possibilidade de me chamarem lá em cima!!! Eu posso não ir! That´s so scary! Parece mesmo que eu estou fazendo algo proibido, sei lá...heheheh

Enfim, saio daqui do trabalho logo mais, às 18. Vou para casa no bus do MD, separo as coisas para a mala e espero minha mãe chegar com o carro. Pego o carro com ela, e vou para a UnB ensinar para o meu irmão como se faz para levar a papelada da mudança de curso semana que vem, e também para ver se ainda tá rolando a promoção do celular da TIM (só 110 paus! Putz, nessa eu acho que vou abrir a mão....). Volto, faço as malas, imprimo o que tiver que imprimir, volto à UnB para deixar as malas, e vejo se dá tempo de ir na Embaixada tomar uma cerveja para dar sorte (dessa vez, SEM LEVAR AS LATINHAS! hahahahahhahahahha). Daí, ônibus e SP... cansa até de escrever. De fazer então vai ser uma loucura! Acho que vou dormir que nem uma pedra hoje no ônibus....

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Galera, se não der para me despedir de vocês ainda hoje, take care... Bom Natal para vocês.
Dan-Dan e Le-Le: Combinemos para a volta uma sessão de degustação de puras, para avaliar o "income" de fim de ano (particularmente o do Dan-Dan....putzgrila!). Caso queiram fazer alguma sessão sem a minha presença, sintam-se à vontade... Estarei com os srs. em espírito.

À amizade... essa sim, manifestação concreta da eternidade divina.

Leh Hayim!!!


RAFA @ 14:15 tic-tac-tic-tac